UOL Notícias Notícias
 
05/08/2010 - 18h53

EUA voltam a criticar Cuba e Venezuela em relatório sobre terrorismo

Washington, 5 ago (EFE).- O Departamento de Estado americano divulgou hoje seu relatório de 2009 sobre o terrorismo no mundo, no qual voltou a criticar a atuação de Cuba e Venezuela em relação à questão.

Segundo o documento, a Venezuela continua sem "cooperar plenamente" com os Estados Unidos na luta contra o terrorismo, como ocorre desde 2006, enquanto Cuba permanece na lista negra dos países que incentivam o terrorismo junto com Sudão, Síria e Irã, descrito como o "mais ativo" de todos.

"O apoio financeiro, material e logístico do Irã aos grupos terroristas e militantes em todo o Oriente Médio e Ásia Central teve um impacto direto nos esforços internacionais para promover a paz, ameaçaram a estabilidade econômica no Golfo e abalaram o crescimento da democracia", afirma o relatório.

A força Qods, descrita como a encarregada das operações internacionais da Guarda Revolucionária Islâmica iraniana, deu armamento, instrução e dinheiro ao movimento palestino Hamas e a outros "grupos terroristas palestinos", como a Jihad Islâmica Palestina e a Frente Popular para a Libertação da Palestina-Comando Geral.

Embora o relatório diga que "Cuba já não apoia a luta armada na América Latina e outras partes do mundo", a ilha permaneceu na lista de apoiadores do terrorismo porque, segundo o documento, "proporciona refúgio físico e apoio ideológico" a grupos considerados como terroristas pelos Estados Unidos.

Estes grupos são as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e o Exército de Libertação Nacional (ELN), ambos colombianos, além da organização terrorista basca ETA.

A Síria entrou na lista negra americana por dar refúgio e apoio político a grupos palestinos que continuam a luta armada contra Israel, assim como por apoiar o movimento libanês Hisbolá.

A Coreia do Norte foi retirada da lista negra do Departamento de Estado em 2008 por decisão do ex-presidente George W. Bush, como parte de um acordo para fazer com que seu programa nuclear.

O Governo dos EUA apontou que a América Latina deu no ano passado passos "modestos" para melhorar sua luta contra o terrorismo e dedicou elogios aos "sérios" esforços de Colômbia, Argentina e México, mas lamentou que outros países não tenham agido com a mesma "urgência" nesse sentido.

Os EUA se mostraram preocupados com o fato de que simpatizantes do movimento libanês Hisbolá e do palestino Hamas "reuniram fundos" na Tríplice Fronteira (Argentina, Brasil e Paraguai).

"Não houve informação corroborada, no entanto, de que esses ou outros grupos extremistas islâmicos tinham presença operacional na região", enfatizou o Governo americano.

No documento, o Departamento de Estado diz que os atentados na América foram cometidos em sua maioria pelas Farc e o ELN, além de outros grupos radicais de esquerda de países andinos.

O Governo dos EUA ressalta que a ameaça de atentados transnacionais "continua reduzida" para a maioria dos países latino-americanos.

Em 2009, foram registrados 11 mil atentados terroristas em 83 países - 6% a menos que em 2008 - que causaram 15.700 mortes, número 5% menor do que o do ano anterior.

No continente americano, EUA e Canadá lutaram contra suspeitos de ligação com a rede terrorista Al Qaeda e o Hisbolá. No resto da região, não constava a presença de células destas organizações, segundo o relatório.

No entanto, "simpatizantes ideológicos" na América Latina e no Caribe "continuaram fornecendo apoio financeiro e moral a estes e a outros grupos terroristas no Oriente Médio e no Sul da Ásia", afirma o Governo americano.

Em 2009, a maioria dos países da região começou a prestar mais atenção a possíveis conexões entre organizações criminosas transnacionais e organizações terroristas, aponta o documento.

É nesta parte que Washington ressalta que a Venezuela não coopera plenamente com os EUA na luta antiterrorista e afirma que a cooperação caiu para o "mínimo" desde a assinatura em 2009 de um acordo de cooperação militar que permite a militares americanos o uso de bases na Colômbia.

Segundo o relatório americano, as Farc e o ELN entram "regularmente" no território venezuelano para "descansar e se reagrupar", assim como para "extorquir" e "sequestrar" venezuelanos.

No entanto, os EUA destacam que é difícil determinar "até que grau o Governo da Venezuela forneceu apoio" a esses grupos.

O Governo americano aponta México e Canadá como "parceiros-chave" na luta contra o terrorismo, com uma cooperação "ampla e profunda".

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    16h59

    0,45
    3,141
    Outras moedas
  • Bovespa

    17h21

    -0,39
    64.684,18
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host