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06/08/2010 - 19h58

Novo presidente colombiano toma posse ante enorme representação internacional

Bogotá, 6 ago (EFE).- Juan Manuel Santos se transformará amanhã em presidente da Colômbia diante de uma grande representação internacional que inclui o líder do Equador, Rafael Correa, e o chanceler venezuelano, Nicolás Maduro, cujos Governos romperam relações diplomáticas com Bogotá durante a gestão de Álvaro Uribe.

Os chefes de Estado e de Governo estrangeiros começaram a chegar hoje à capital colombiana para a cerimônia deste sábado e foram recebidos em sua maioria na base aérea de Catam com honras militares.

Enquanto isso, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, confirmava de Caracas que o chanceler Nicolás Maduro representará o país na posse do novo governante colombiano.

A Venezuela rompeu relações com a Colômbia em 22 de julho após as acusações do Governo Álvaro Uribe de que haveria guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e do Exército de Libertação Nacional (ELN) em território venezuelano.

Por sua vez, o Governo Correa rompeu as relações diplomáticas em março de 2008, após um bombardeio colombiano a um acampamento das Farc em território equatoriano, no qual morreram 26 pessoas, entre elas o líder guerrilheiro Raúl Reyes, quatro mexicanos e um cidadão do Equador.

Por esse motivo, a presença de Correa e de Maduro na posse de Santos são consideradas cruciais para o restabelecimento das relações com os dois países vizinhos, e se interpreta como o início de uma nova era na diplomacia colombiana.

Assim, a reunião bilateral prevista para amanhã entre Santos e Correa gerou uma grande expectativa e também que se espera realizem Maduro e a designada chanceler do novo Governo colombiano, María Ángela Holguín.

Enquanto isso, já chegaram a Bogotá todos os presidentes centro-americanos, com exceção do nicaraguense Daniel Ortega, cujo Governo não enviará representação à posse de Santos.

O salvadorenho Mauricio Funes ofereceu, em sua chegada, os "bons ofícios" de seu Governo para facilitar uma aproximação entre Colômbia e Venezuela, ao fazer "votos" para que essa crise se resolva em breve.

Por sua vez, o guatemalteco Colom felicitou os colombianos pela "festa democrática" que representa esta mudança de Governo.

"É um gosto pisar terra colombiana", comentou a presidente costarriquenha, Laura Chinchila, enquanto o presidente hondurenho, Porfirio Lobo, expressou admiração para Uribe pelas conquistas de seus oito anos de Governo, especialmente em matéria de segurança.

"Esperamos que a Colômbia continue pelo mesmo caminho de paz e prosperidade", ressaltou Lobo, quem coincidiu com o presidente da República Dominicana, Leonel Fernández.

Em sua chegada, o uruguaio José Mujica enviou "uma saudação ao povo da Colômbia e aos latino-americanos" e o primeiro-ministro do Haiti, Jean Max Bellerive, agradeceu a ajuda que recebeu após o devastador terremoto que atingiu seu país no início deste ano.

Para hoje também está prevista a chegada dos presidente do Brasil; Luiz Inácio Lula da Silva; do Peru, Alan García; do Chile, Sebastián Piñera; do Panamá, Ricardo Martinelli; do México, Felipe Calderón; e da Argentina, Cristina Fernández, bem como do primeiro-ministro da Jamaica, Orette-Bruce Golding.

Os últimos a chegar serão o Príncipe Felipe de Bourbon, herdeiro da Coroa espanhola, e o presidente Correa, do Equador, que o farão no sábado.

As grandes ausências serão, além de Ortega, o boliviano Evo Morales; o paraguaio Fernando Lugo, quem hoje passou por cirurgia e enviou seu vice-presidente; e o cubano Raúl Castro, todos eles do ala esquerdista latino-americana.

Durante seu último dia antes de assumir a Presidência, Juan Manuel Santos aproveitou para se reunir com o líder Álvaro Uribe e seus ministros designados para o novo Governo, com os quais coordenou os últimos aspectos da transferência de poder.

"Acho que é uma demonstração de maturidade política do país; uma demonstração que as transições podem ser transições fáceis, produtivas", disse Santos ao termino do encontro.

Quase 40 mil agentes da Polícia, do Exército e de outros órgãos de segurança do Estado velam desde hoje pela segurança em Bogotá, onde se alojarão durante o fim de semana 80 delegações internacionais convidadas à posse de Santos como presidente.

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