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06/08/2010 - 06h21

Oposicionista de Mianmar renuncia por questionar "justiça" de eleições

Bangcoc, 6 ago (EFE).- O líder do principal partido da oposição do Mianmar, Phyo Min Thein, renunciou após denunciar que as eleições previstas para este ano não serão "livres e justas", informou nesta sexta-feira a imprensa da dissidência.

Thein, de 41 anos, era o presidente do Partido da União Democrática, formado em maio passado por um grupo que deixou a Liga Nacional para a Democracia (LND), da Nobel da Paz Aung San Suu Kyi, que foi dissolvida após adotar a decisão de boicotar o pleito.

"Minha renúncia é uma prova para a comunidade internacional de que as eleições não serão livres e justas", afirmou Thein, um antigo líder estudantil que passou 15 anos preso por participar dos protestos contra a Junta Militar em 1988.

O veterano opositor assinalou que as autoridades impuseram restrições na campanha para as eleições, cuja data ainda não anunciaram, enquanto favorecem os partidos governistas.

Também denunciou que um membro do Governo ameaçou professores e estudantes com outro golpe militar se não votarem a favor das formações ligadas à Junta Militar.

Para o pleito se inscreveram 40 partidos políticos, enquanto outros seis aguardam a aprovação oficial.

Os Estados Unidos e a União Europeia advertiram às autoridades do país que não aceitarão o resultado das eleições caso não aconteçam de maneira livre e transparente.

Mianmar (antiga Birmânia) é governada por uma Junta Militar desde o golpe de Estado de 1962, 14 anos após obter a independência do Reino Unido.

Em 1990, a LND, partido de Suu Kyi, obteve 82% dos votos nas primeiras e únicas eleições realizadas durante o regime militar, mas as autoridades anularam o resultado.

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