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09/08/2010 - 06h03

Acusação do Hisbolá contra Israel por morte de Hariri mudaria investigação

Beirute, 9 ago (EFE).- O líder do Hisbolá, Hassan Nasrallah, anunciará hoje o suposto envolvimento de Israel no assassinato do ex-primeiro-ministro libanês Rafik Hariri.

Nasrallah oferece hoje uma videoconferência de imprensa na qual está previsto que formule esta acusação, como prometeu no dia 3 de agosto, quando disse que seu grupo tinha realizado sua própria investigação sobre o assassinato e que divulgaria as provas em seu poder.

Fontes das Forças do 8 de Março, lideradas pelo Hisbolá e sustentadas pela Síria e pelo Irã, asseguraram que as revelações de Nasrallah mudarão o curso das investigações internacionais, publicou hoje o jornal libanês "An-Nahar".

Está previsto que o Tribunal Especial para o Líbano (TEL), apoiado pela ONU e encarregado da investigação, publique seus resultados no último trimestre deste ano.

No dia 22 de junho, Nasrallah disse que tinha recebido informações que o TEL acusaria militantes "indisciplinados" de seu grupo do crime e assegurou que não ia aceitar essas acusações.

Nasrallah não revelou nem a seus colaboradores mais próximos, segundo o "An-Nahar", as provas que proporcionará esta noite.

Fontes das Forças do 14 de Março, afirmaram que a videoconferência do chefe do Hisbolá é destinada a torpedear o TEL e a provocar incidentes para pressionar a comunidade internacional para que revise suas conclusões a respeito das acusações contra membros do grupo.

Além disso, assinalaram que Nasrallah procura pressionar o Governo para que não contribua financeiramente para o TEL e para que retire os juízes libaneses dessa instância.

Para o ex-presidente Amin Gemayel, chefe do partido Kateb, citado por "An-Nahar", Nasrallah deveria ter apresentado as informações que possui à comissão internacional que investiga o magnicídio em vez de lançar cinco anos mais tarde uma bomba midiática.

Rafik Hariri, pai do atual primeiro-ministro Saad Hariri, foi assassinado em Beirute no dia 14 de fevereiro de 2005 em um atentado com carro-bomba do qual muitos culparam a Síria, algo que Damasco sempre negou.

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