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09/08/2010 - 15h43

Correa espera "sinais claros" da Colômbia para restabelecer confiança

Bogotá, 9 ago (EFE).- O presidente equatoriano, Rafael Correa, disse em entrevista publicada hoje pelo jornal "El Tiempo", de Bogotá, esperar "sinais claros" da Colômbia para o pleno restabelecimento da confiança entre os dois países.

O Equador rompeu suas relações diplomáticas com a Colômbia em março de 2008, depois que Bogotá atacou um acampamento das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em solo equatoriano sem o consentimento de Quito. Entre civis e guerrilheiros, o ataque deixou 26 mortos.

"Então, o presidente (Álvaro) Uribe preferiu pedir perdão a pedir permissão, e assim não se constrói confiança", disse Correa.

Em setembro de 2009, Equador e Colômbia iniciaram um processo de restabelecimento de relações que avançou até a designação de encarregados de negócios.

Segundo Correa, este período foi "dificílimo", mas que agora vê a questão "com muita esperança".

"O restabelecimento das relações está no caminho certo, mas não nos entregaram tudo o que pedimos" sobre o bombardeio, esclareceu o presidente equatoriano.

"No entanto, houve sinais importantes do novo Governo para caminhar nesse sentido", reconheceu Correa.

No sábado passado, o novo Governo colombiano presidido por Juan Manuel Santos, empossado no mesmo dia, entregou ao Equador os discos rígidos dos computadores confiscados na operação contra as Farc, arquivos que Quito exigia como condição para a normalização das relações diplomáticas.

"Eles nos bombardearam e precisamos saber como. Foram bombas norte-americanas, bombas inteligentes, nunca antes lançadas na região", afirmou Correa.

Se a crise diplomática está a caminho de ser superada, há outras questões pendentes, como os processos judiciais abertos no Equador contra Santos, o ministro da Defesa da Colômbia à época do bombardeio, assim como contra o então comandante das Forças Militares, general Freddy Padilla de León, e o diretor da Polícia Nacional, general Óscar Naranjo, que continua no cargo.

A Justiça equatoriana fez acusações formais aos três, disse Correa, ao lembrar que a instituição é independente e que, se dependesse dele, a causa não teria sido aberta ou já estaria encerrada.

"Mas, é preciso lembrar que o presidente Juan Manuel Santos tem imunidade soberana e, se nos visitar, e tomara que o faça rápido, será respeitado", afirmou Correa.

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