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09/08/2010 - 10h28

Dobra mortalidade em Moscou por causa da onda de calor e fumaça

Moscou, 9 ago (EFE).- A maior onda de calor na história das observações meteorológicas na Rússia e a densa nuvem de fumaça dos incêndios florestais que há quatro dias cobre Moscou dobraram a mortalidade na capital russa.

"Infelizmente, constatamos que a mortalidade dobrou em Moscou", admitiu hoje em entrevista coletiva o chefe do departamento de Saúde da Prefeitura, Andrei Seltsovski, citado pela agência "Interfax".

A declaração feita hoje por Seltsovski é a primeira confirmação oficial das versões que já circulavam na imprensa sobre que a onda de calor e a fumaça dos incêndios florestais nos arredores da capital estariam disparando as taxas de mortalidade em Moscou.

Em um período normal em Moscou, por dia morrem entre 360 e 380 pessoas. Agora, no entanto, esse número chega a 700.

O funcionário indicou que em consequência do aumento do número de mortes, os necrotérios da capital russa estão perto de 90% da capacidade operacional.

Vários países europeus iniciaram no último fim de semana a retirada parcial de seus profissionais de embaixadas e seus familiares, embora não estejam classificando a ação de evacuação. As nações europeias recomendaram os cidadãos a não viajarem para capital russa e para as áreas afetadas pelo fogo.

As embaixadas e outras representações estrangeiras em Moscou continuaram hoje atendendo o público com horários reduzidos.

Nesta segunda-feira, o consulado dos Estados Unidos em Moscou cancelou todas as entrevistas de vistos, devido "à complexa situação provocada pela poluição atmosférica em Moscou".

Entre as recomendações do Ministério da Saúde aos moscovitas está permanecerem em suas casas com as janelas fechadas. Em caso de precisarem sair, a utilização de máscaras é essencial. O organismo também pediu que a população evite esforço físico, álcool e tabaco e beba bastante água.

Os meteorologistas acreditam que os transtornos causados pela fumaça podem ter fim amanhã, quando se espera uma mudança na direção do vento e chuvas.

Já o Ministério da Rússia para Situações de Emergência informou hoje que o número de incêndios florestais ativos em todo o país não variou praticamente nas últimas 24 horas, mas a área castigada pelo fogo diminuiu em pouco mais de 16 mil hectares.

Às 6h no horário local de Moscou (23h de domingo de Brasília), em todo o país havia 557 focos de fogo, três a mais que na mesma hora do dia anterior, afetando uma superfície de 174.035 hectares, segundo o comunicado oficial desse ministério.

Nesta segunda-feira, conforme as estatísticas de Emergência, os incêndios florestais abrangiam uma área de 190.472 hectares.

Nas últimas 24 horas foram identificados 247 novos incêndios e um total 239 focos foram combatidos.

Segundo o organismo de Emergência, 161.886 homens participam dos trabalhos de combate aos incêndios florestais, que desde o começo do verão devastaram quase 750 mil hectares de florestas.

Como anunciou hoje o Ministério da Defesa, soldados cavaram valas de oito quilômetros de comprimento e 150 metros de largura para proteger dos incêndios florestais o centro nuclear federal de Sarov.

O centro, onde foi fabricada a primeira bomba nuclear soviética, fica a região de Nizhni Novgorod, uma das mais afetadas pelo fogo.

Na quarta-feira, o presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, ordenou reforço na segurança dos centros nucleares, bases militares e instalações estratégicas na parte europeia do país.

O chefe do Centro de Gestão de Crise do Ministério de Emergência, Vladimir Stepanov, declarou hoje que nas últimas horas se efetuou uma redistribuição do pessoal que participa da extinção dos incêndios florestais.

"No último dia a situação estabilizou-se completamente nas regiões de Belgorod, Kursk e Lipets, assim como em Tartária, do distrito federal Volga", disse Stepanov, citado pela agência oficial russa "Itar-Tass".

Esta circunstância permitiu retirar dali 10 mil homens e mais de 300 veículos para enviá-los para regiões onde a situação é mais complicada.

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