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10/08/2010 - 04h56

Barak assume responsabilidade por ataque a frota humanitária

  • O ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, durante depoimento ao comitê de investigação sobre o ataque de Israel a embarcação que seguia com ajuda humanitária para Gaza em maio

    O ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, durante depoimento ao comitê de investigação sobre o ataque de Israel a embarcação que seguia com ajuda humanitária para Gaza em maio

Jerusalém, 10 ago (EFE).- O ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, assumiu nesta terça-feira perante a Comissão Turkel, encarregada de investigar o ataque que custou a vida de nove ativistas turcos em 31 de maio, toda a responsabilidade pelas ordens dadas para o ataque à frota humanitária que se destinava a Gaza.

Barak compareceu nesta terça perante a comissão que investiga o ataque, depois que o fez na segunda o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, que causou uma onda de críticas ao declarar que estava viajando, e que o titular de Defesa e o Exército eram os responsáveis pelos "aspectos técnicos" da operação, informou o serviço de notícias "Ynet".

Após as reprovações às declarações de Netanyahu, seu escritório se viu obrigado a divulgar um comunicado esclarecedor, no qual admitia que "a responsabilidade é sempre minha, esteja em Israel ou não".

A chamada Comissão Turkel foi criada em meados de junho para investigar os fatos ocorridos em 31 de maio, quando comandos de elite israelenses interceptaram em águas internacionais seis navios de uma frota com ajuda humanitária que pretendia romper o bloqueio marítimo a Gaza.

Nove ativistas morreram durante a abordagem militar ao navio turco Mavi Marmara, que transportava centenas de pessoas, algumas das quais atacaram com paus os soldados que desceram ao navio desde helicópteros.

Israel estabeleceu a comissão de investigação devido às pressões internacionais e duras críticas que se seguiram à operação, que também levaram à suavização do ferrenho bloqueio que mantém desde meados de 2007 sobre a faixa territorial palestina.

Na semana passada, Israel anunciou que colaborará também com uma investigação dos fatos impulsionada pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, liderada pelo ex-primeiro-ministro da Nova Zelândia Geoffrey Palmer e pelo ex-presidente da Colômbia Álvaro Uribe.

No entanto, o Estado judeu rejeitou seu apoio à investigação impulsionada pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU, que designou em junho três especialistas para integrar uma missão para estudar as possíveis violações de direitos humanos cometidas durante o ataque.

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