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10/08/2010 - 22h14

Brasileiros consideram saúde pior que trabalho e educação, diz ONU

São Paulo, 10 ago (EFE).- Um indicador inédito divulgado hoje pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) mostra que os brasileiros consideram suas experiências com o sistema de saúde como piores do que as com educação e trabalho.

O Índice de Valores Humanos (IVH), que é formado por três subíndices que pretendem refletir as experiências dos cidadãos nesses três setores, foi elaborado a partir de entrevistas feitas com mais de duas mil pessoas em 148 municípios no começo deste ano.

Segundo o Pnud, o indicador para o conjunto do país nas três áreas mencionadas ficou em 0,594, numa escala de 0 a 1.

A saúde recebeu a pior avaliação, com 0,449. A educação ficou com 0,54, enquanto o trabalho teve a nota mais alta, 0,79.

O subíndice de saúde sintetiza as experiências da população quanto ao tempo de espera para ser atendido, interesse dos profissionais da saúde pelo paciente e facilidade de compreensão da linguagem que utilizam.

Mais da metade dos entrevistados (51%) considera que o tempo de espera é elevado, 27% consideram fácil entender seus médicos e 30,7% dizem que os profissionais do setor têm pouco interesse em ajudar os pacientes.

"O novo índice busca dar materialidade à discussão sobre a importância dos valores para o desenvolvimento humano", disse Flávio Comim, coordenador do Relatório de Desenvolvimento Humano Brasil 2009/2010.

Em comunicado, o Pnud explica que a elaboração do índice "partiu do conceito de que os valores são formados a partir das experiências das pessoas".

Por regiões, o Sudeste e o Sul tiveram um IVH superior à média do país (0,62). No Centro-Oeste, a nota foi 0,58; no Nordeste, 0,56, e no Norte, 0,5.

Os dados foram compilados pelo Instituto Paulo Montenegro, ligado ao Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope).

Em nota divulgada hoje, o Ministério da Saúde questionou a metodologia utilizada pelo Pnud ao dizer que as perguntas da pesquisa são "reducionistas".

Segundo o Ministério, o IVH não mede a avaliação das políticas públicas, já que não distingue o atendimento feito no sistema privado do realizado no público.

Para o Ministério da Saúde, o método empregado é questionável porque as perguntas no âmbito da saúde estão dirigidas à avaliação do serviço, enquanto nos campos de trabalho e educação foram colocadas questões subjetivas, "relacionadas a sentimentos".

"Não é possível comparar o IVH da saúde com os outros e concluir, por exemplo, que os valores no trabalho são melhores que na saúde", reza a nota.

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