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10/08/2010 - 21h05

Colômbia e Venezuela restabelecem relações diplomáticas

Santa Marta (Colômbia), 10 ago (EFE).- Os presidentes da Venezuela, Hugo Chávez, e da Colômbia, Juan Manuel Santos, anunciaram hoje o restabelecimento das relações diplomáticas entre os dois países.

"Decidimos que os países restabelecem suas relações diplomáticas e relançam um Mapa de Caminho para que todos os aspectos da relação possam progredir, avançar e se aprofundar", disse Santos ao final da reunião que teve com Chávez hoje na cidade colombiana de Santa Marta.

O presidente colombiano afirmou também que recebeu de Chávez a garantia de que "não vai permitir a presença de grupos armados à margem da lei em seu território".

"Isto é muito importante para nós, para que essas relações se mantenham sobre bases firmes", acrescentou Santos.

Chávez rompeu as relações com a Colômbia em 22 de julho, dia em que o Governo do então presidente colombiano Álvaro Uribe acusou Caracas de permitir a presença de grupos guerrilheiros em seu território.

"É um momento importante para a Colômbia e para as relações entre Colômbia e Venezuela. Eu comemoro muito este encontro no dia de hoje com o presidente Chávez, duas pessoas que tiveram, ou que tivemos, tantas frequentes diferenças, que decidiram virar a página e pensar no futuro de nossos países e nosso povos", declarou Santos.

Segundo o presidente colombiano, a partir de hoje, vai haver "um diálogo franco, direto, sincero, como devem ser todas as boas relações".

De acordo com uma declaração conjunta emitida ao término do encontro, ambos os Governos decidiram "avançar em benefício dos dois povos", especialmente nas áreas de fronteira.

Para isso, decidiram criar cinco comissões de trabalho para pagar a dívida e incentivar as relações comerciais; assinar um acordo de complementação econômica; desenvolver o investimento social na zona fronteiriça; desenvolver infraestrutura de forma conjunta; e garantir a segurança da fronteira.

Com estes mecanismos, o objetivo é "prevenir a presença e ação de grupos armados à margem da lei" e "aumentar a presença de ambos os Estados na zona de fronteira".

Este processo será acompanhado pela União de Nações Sul-americanas (Unasul), cujo secretário-geral, o ex-presidente da Argentina Néstor Kirchner, foi mediador nesta crise e participou da decisiva reunião de hoje.

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