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10/08/2010 - 10h35

Presença de Naomi reativa interesse público pelo julgamento de Taylor

Redação central, 10 ago (EFE).- O comparecimento nesta semana da top model britânica Naomi Campbell diante do tribunal que julga o ex-presidente da Libéria, Charles Taylor, trouxe atualidade ao julgamento que beirava o esquecido público.

Desde janeiro de 2008, o Tribunal Especial para Serra Leoa (TESL) em Haia julga o ex-presidente da Libéria Charles Taylor (1997-2003) por 11 acusações de crimes de guerra e contra a humanidade por seu envolvimento no conflito civil que assolou Serra Leoa entre 1991 e 2002 e que causou 50 mil mortos.

Para a promotoria do Tribunal, Taylor participou ativamente no conflito através da entrega de armas à Frente Revolucionária Unida (RUF) e da direção de suas operações, que buscavam fazer-se com o controle das minas de diamantes.

Na década dos anos 90, durante anos, guerrilheiros da Frente Revolucionária exploraram as minas de ouro e diamantes da Serra Leoa e os minerais extraídos eram transferidos até Libéria para a suposta compra de armas.

A causa se remonta a junho de 2003 quando o Tribunal Especial de Serra Leoa (TESL), criado em 1996 e respaldado pela ONU, acusou ao ex-presidente Taylor de crimes de guerra e ordenou sua busca e captura.

Três anos mais tarde, em março de 2006, Taylor foi detido pelas autoridades nigerianas quando tratava de escapar em direção a Camarões.

Em junho, foi transferido para Haia (Holanda) para ser julgado no Tribunal Penal Internacional, por 11 acusações de crimes de guerra e lesa-humanidade, entre outros, assassinato e mutilação de civis, uso de mulheres e meninas como escravas sexuais e recrutamento forçoso de crianças e adultos na guerra em Serra Leoa entre 1997 e 2002.

O julgamento começou em junho de 2007 e após adiamentos, se retomou em janeiro de 2008.

O Tribunal, após escutar as declarações de mais de 90 testemunhas, em junho de 2009 negou a absolvição de Taylor, solicitada pela defesa, ao considerar que há evidências que "esteve implicado em um plano para aterrorizar a civis".

Em julho de 2009, o ex-presidente negou diante do Tribunal sua culpabilidade nos crimes que se acusam.

Em 20 de maio (2010), a Promotoria do TESL solicitou o depoimento da modelo Naomi Campbell por haver "evidências" de que ela tenha recebido diamantes brutos de Taylor em setembro de 1997, segundo assinalou o próprio Tribunal.

Desde maio de 2007, a Libéria faz parte do Sistema de certificação do processo de Kimberley (KPCS, na sigla em inglês), que regula o comércio de diamantes com países africanos a fim de evitar o financiamento de conflitos armados.

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