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11/08/2010 - 21h14

Brasil sugere "gesto humanitário" ao Irã por mulher condenada à morte

Rio de Janeiro, 11 ago (EFE).- O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, sugeriu hoje ao Irã que faça um "gesto humanitário" em relação ao Sakineh Mohammadi Ashtiani, condenada à pena de morte por adultério, para melhorar a imagem do país no exterior.

"Quem sabe um gesto humanitário não seria bom até para o próprio Irã, para a posição que ele tem no mundo", disse Amorim a jornalistas após uma palestra em uma universidade no Rio de Janeiro.

Amorim reiterou que o caso é um "assunto interno" do Irã, mas argumentou que a decisão "choca a sociedade brasileira e a do mundo inteiro" tanto pela pena à qual foi condenada, o apedrejamento, como pelo delito de que é acusada, o adultério.

O ministro disse que "não há como julgar" como o processo contra ela pelo suposto assassinato de seu marido foi conduzido em Teerã.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ofereceu asilo a Ashtiani na semana passada alegando razões humanitárias, e apelou a sua "amizade" com o colega iraniano, Mahmoud Ahmadinejad.

No entanto, o porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores do Irã, Ramin Mehmanparast, não aceitou a oferta e afirmou que Lula "possivelmente não tem informações suficientes sobre o caso".

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