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11/08/2010 - 15h02

ONU faz apelo à comunidade internacional para intensificar ajuda ao Paquistão

Nações Unidas, 11 ago (EFE).- A ONU pediu hoje com urgência cerca de US$ 460 milhões à comunidade internacional para intensificar a ajuda aos afetados pelas inundações no Paquistão, diante do temor de que as incessantes chuvas e as cheias de rios agravem o desastre humanitário no país.

Em reunião em Nova York com países doadores, o organismo internacional ressaltou que ainda não se sabe a verdadeira magnitude do desastre, que já afeta mais de 14 milhões de pessoas, por isso considera crucial uma mobilização rápida da comunidade internacional.

"É evidente que estas inundações, as piores em 80 anos no Paquistão, causaram e seguem causando uma destruição e um sofrimento imensos. (...) Estamos diante de uma grande catástrofe", afirmou, na reunião, o subsecretário-geral da ONU para Assuntos Humanitários, John Holmes.

Em sua opinião, o que as famílias paquistanesas mais precisam no curto prazo são alimentos, água potável, utensílios de cozinha, mosquiteiros, tendas de campanha e outros recursos para garantir abrigo.

Segundo Holmes, o objetivo é apoiar o Governo do Paquistão em sua tarefa de atender o mais rápido possível as necessidades da população, já que a dimensão da catástrofe supera os recursos das autoridades nacionais.

Com US$ 459.724.847, a ONU tentará atenuar nos próximos 90 dias os efeitos das chuvas, que, até o momento, causaram a morte de mais de 1.300 pessoas, assim como a destruição total ou parcial de cerca de 288 mil casas.

Até o momento, 14 milhões de pessoas foram afetadas, entre eles 6 milhões de crianças, e 1,8 milhões de paquistaneses perderam suas casas, segundo a ONU.

Além disso, pelo menos 6 milhões de pessoas precisam de ajuda imediata para sobreviver, porque perderam todos os seus bens e não tem como alimentar-se e abrigar-se.

"A incidência de casos de diarreia aguda e outras doenças relacionadas com a contaminação das águas cresce de uma maneira alarmante", alertou Holmes, que também ressaltou o temor de que as precárias condições em que sobrevivem milhões de deslocados derivem em uma epidemia de cólera.

Holmes também ressaltou que as águas destruíram milhões de hectares nas províncias mais afetadas, que, em alguns casos, provocou a perda completa das colheitas.

Ele também explicou que as devastadoras perdas causadas pelas inundações podem se agravar nas próximas semanas pelo prolongamento das chuvas de monção e o aumento do nível dos rios nas regiões do sul do país que ainda não foram afetadas.

"Temo que o número de pessoas que necessitará ajuda aumentará muito mais à medida que se complete a avaliação de danos e se possa ter acesso às zonas isoladas", disse Holmes.

Por isso, depois de três meses, a organização revisará seu plano de ajuda e incluirá medidas para ajudar em médio e longo prazo na recuperação das zonas mais afetadas.

Por enquanto, a Organização Internacional de Migrações (OIM), a ONU e ONGs planejam distribuir a ajuda em sete áreas: Baluchistão (sudoeste), Punjab (leste), Áreas Tribais Administradas Federalmente (FATA), Gilgit-Baltistan (norte), Khyber Pukhtunkhwa (noroeste), Caxemira paquistanesa e Sindh (sudeste).

O embaixador do Paquistão na ONU, Abdullah Harun, agradeceu hoje a ajuda recebida até o momento por seu país e advertiu que "os terroristas" tentam aproveitar a situação para captar adeptos nos povoações isolados, aos quais o Governo tem dificuldades de levar ajuda.

"Muitos não se deram conta da magnitude do desastre, é horrível e nos atrasará muitos anos, isso sem contar a infraestrutura destruída" pelas águas, acrescentou.

Em comunicado, a organização humanitária pressionou a comunidade internacional para responder o mais rápido possível ao pedido de fundos da ONU, já que as vítimas das inundações "não têm tempo".

"Estamos diante de um desastre imenso que requer uma resposta imensa. Todos, doadores, a ONU, as agências humanitárias e o Governo paquistanês" devem se unir diante da crise, afirmou a diretora humanitária da ONG, Jane Cocking.

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