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15/08/2010 - 12h47

Apesar da redução da área de queimadas, fumaça cobre novamente Moscou

Miguel Bas.

Moscou, 15 ago (EFE).- A fumaça voltou hoje a cobrir a capital russa, apesar da superfície coberta pelos incêndios continuar reduzindo na parte europeia da Rússia.

Após três dias de trégua da densa nuvem de fumaça, mas não de calor, os moscovitas voltaram hoje a fechar as janelas de suas casas e os que saíram às ruas tiveram de fazê-lo com máscaras.

Embora a densidade da fumaça não seja a mesma de dias atrás, a população teme que os ventos desfavoráveis se mantenham e o nevoeiro asfixiante fique mais espesso, como já ocorreu em Moscou e acontece agora na cidade de Nizhni Novgorod, onde até mesmo nos andares superiores dos prédios é impossível avistar a rua.

Os moradores comentam nos fóruns de internet que nem sequer as janelas fechadas e o ar condicionado impedem que os alarmes de incêndio soem nos prédios, devido à alta concentração de monóxido de carbono no ar.

"Pela TV dizem que os incêndios estão reduzindo", comentava hoje um passageiro do metrô, enquanto outro retrucava: "E você acredita em quem, na TV ou nos teus olhos vêem e o teu nariz sente?".

As autoridades russas realmente parecem ter retomado o controle dos incêndios. Equipes do Ministério de Emergências da Rússia (MER) e milhares de voluntários não só conseguiram deter o avanço do fogo, mas reduzir as áreas abrangidas pelos incêndios.

Pelos últimos dados divulgados hoje pelo MER, a superfície dos incêndios florestais na Rússia se reduziu nas últimas 24 horas em 3 mil hectares e abrange agora 53 mil.

A situação continua sendo complicada nas regiões próximas à capital russa, apesar de na região de os bombeiros terem conseguido reduzir em 20 hectares os incêndios em Moscou.

Continua grave a situação nas regiões vizinhas de Riazan (ao sudeste) e Vladimir (ao leste) e nesta madrugada o vento de sudeste voltou a cobrir de fumaça as ruas de Moscou.

Em Riazan, 3,2 mil hectares de florestas continuam queimando perto dos limites com Moscou.

Outros dois focos se mantêm vivos na região de Vladimir, abrangendo uma superfície de 50 hectares.

Segundo explicaram hoje as autoridades da cidade de Karkov, no nordeste da Ucrânia, o nevoeiro e o cheiro de fumaça que desde ontem cobrem a região são consequência dos incêndios.

As autoridades asseguraram, no entanto, que na região de Karkov não foram detectados grandes incêndios.

Nas últimas horas complicou a situação no noroeste da Rússia, onde aumentou o número de pequenos incêndios.

No total, nessa circunscrição federal se mantêm 151 focos de incêndios em uma área de 8,5 mil hectares.

Na região de Novgorod, no curso meio do Volga, foram sufocados dois focos e a superfície dos incêndios diminuiu em 2,5 mil hectares.

Também continua sendo alarmante a situação na Mordóvia, região autônoma situada ao sudeste de Moscou.

Apesar das equipes de bombeiros e voluntários terem conseguido apagar três dos cinco grandes incêndios, o fogo segue arrasando 1,2 mil hectares.

Continua preocupando a situação no parque de Smidovich, onde a área atingida pelas chamas tem sete quilômetros de norte a sul e três de leste a oeste.

O parque fica em Sarov, em tempos soviéticos cidade proibida para os estrangeiros por causa do centro nuclear federal que fica no local e seus reatores nucleares.

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