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15/08/2010 - 14h29

Grupos palestinos com sede em Damasco rejeitam diálogo direto com Israel

Damasco, 15 ago (EFE).- Onze grupos palestinos com sede em Damasco, incluindo o Hamas, pediram hoje ao dirigente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, que não retome o diálogo direto com Israel e que dê prioridade à reconciliação nacional.

Em comunicado lido pelo porta-voz da Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP), Maher Taher, as facções reafirmaram "sua rejeição às negociações diretas ou indiretas".

Além disso, advertiram contra as consequências perigosas das políticas que têm como objetivo "vender os direitos nacionais palestinos de forma barata".

"A volta às negociações diretas representa uma submissão às condições americanas e sionistas que pretendem liquidar esses direitos", apontaram as facções na nota, emitida pouco antes da reunião de Abbas com o responsável dos Estados Unidos, David Hale, assistente do enviado especial para o Oriente Médio, George Mitchell.

Segundo os grupos de Damasco, o reatamento das conversas diretas significaria "um encobrimento das práticas israelenses de expansão dos assentamentos e uma manutenção do bloqueio sobre a Faixa de Gaza", controlada pelo Hamas.

Além disso, consideraram que o diálogo direto suporia "uma ruptura do isolamento da entidade criminosa (Israel) e uma forma de apoio aos planos e agendas agressivas dos EUA e de Israel que querem golpear toda a região", diz o comunicado.

Entre as facções signatárias do comunicado, assinado na casa do líder do Hamas, Khaled Meshaal, em Damasco, se encontra a Jihad, o FPLP e a Frente Democrática para a libertação da Palestina (FDLP), entre outras.

Desde o dia 9 de maio, israelenses e palestinos mantêm um diálogo indireto, auspiciado pelos EUA, após 16 meses de conversas de paz paralisadas devido ao ataque israelense à Faixa de Gaza iniciado em dezembro de 2008, que enterrou o processo de Annapolis (EUA) e deixou 1,4 mil palestinos mortos.

Enquanto isso, é cada vez maior a pressão internacional sobre os palestinos para que cheguem a uma negociação direta com Israel.

Antes de iniciar as conversas diretas, os palestinos querem garantias de que o processo será sério e estará baseado nas fronteiras prévias à Guerra dos Seis Dias de 1967, para evitar que se transforme em uma perda de tempo condenada ao fracasso.

Em sua nota, as facções com sede na capital síria sublinharam que em vez de tentar um diálogo direto com Israel os palestinos deveriam "pôr fim às divisões internas e construir uma união nacional de acordo com uma visão clara e uma aproximação política".

Para esses grupos, isso acabaria com "as apostas sobre negociações destinadas a fracassar e aderiria aos direitos nacionais à opção da resistência para libertar a terra e eliminar a ocupação".

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