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16/08/2010 - 17h49

Ao menos 5 brasileiros estavam em avião atingido por raio na Colômbia

(atualiza com informações sobre brasileiros).

Bogotá, 16 ago (EFE).- Uma mulher morreu, cinco pessoas ficaram gravemente feridas e mais de 100 permanecem hospitalizadas com lesões leves depois de um avião ter sido atingido por um raio durante o pouso, no aeroporto da ilha caribenha de San Andrés, no norte da Colômbia.

A gerente do Centro Clínico Internacional Villarreal, María Elena Arango, declarou à Agência Efe que a clínica recebeu cinco brasileiros que estavam no avião.

Segundo Arango, Tiago Cavalcanti, Maria Lobo, Catherine Silva Lobo e seu marido, Ramiro Lobo, do Exército brasileiro, já receberam alta. Caroline Gonçalves, que está grávida, permanece sob observação.

O acidente aconteceu à 01h50 local (03h50, no horário de Brasília) quando um Boeing 737-700 da companhia aérea Aires, que fazia a rota entre Bogotá e San Andrés, com 121 pessoas a bordo, foi atingido por um raio quando estava pousando, o que partiu o avião em três partes.

Amar Fernández morreu no acidente, aparentemente por causa de uma parada cardíaca quando era levada a um centro médico. Outras cinco pessoas tiveram ferimentos graves, enquanto mais de cem estão sendo atendidas em dois hospitais da ilha, confirmou à Agência Efe o diretor de segurança cidadã da Polícia Nacional, general Orlando Páez Barón.

"A aeronave que cobria o trajeto entre Bogotá e San Andrés aterrissava no meio de uma intensa tempestade elétrica, quando um potente raio teria ocasionado seu descontrole na cabeceira da pista", informou à "Caracol Radio" o coronel Gustavo Barrero, comandante do Grupo Aéreo do Caribe da Força Aérea Colombiana.

As atividades no aeroporto Gustavo Rojas Pinilla, em San Andrés, ficarão paralisadas durante todo o dia de hoje, já que as partes do avião continuam na pista, informou à Efe o diretor de segurança cidadã da Polícia.

Fontes do aeroporto de El Dorado, de Bogotá, disseram à Efe que o mais provável é que os voos não sejam retomados até a terça-feira.

Barón informou que "foram habilitados como aeroportos alternativos o do Panamá e o de Manágua (Nicarágua)", que são países vizinhos, mas que ficam mais perto da ilha do que a Colômbia.

"Há cinco pessoas (em estado) muito grave que estão sendo operadas, uma delas com um trauma severo de crânio", disse o general.

De acordo com um comunicado da Armada, "a Força Aérea disponibilizou um avião King 350 para o transporte de duas mulheres, uma de 27 e a outra de 56 anos, que serão operadas no Hospital Naval de Cartagena devido à gravidade de seus ferimentos".

No entanto, uma menor que segue em estado grave não será transferida "por recomendação medica" e continuará sendo atendida em um hospital da ilha, acrescentou o comunicado.

Um total de 89 feridos foram levados ao Hospital Amor de Pátria e outros 35 para a Clínica Villarreal.

O diretor do Hospital Amor de Pátria, doutor Robert Sánchez, disse à emissora "RCN" que "os pacientes que precisavam de cirurgia já saíram bem", mas fez referência aos problemas de saúde de uma menina de 11 anos, que passou por "uma cirurgia no crânio".

Por sua parte, o diretor da Clínica Villarreal, Rafael Dau, confirmou que a maioria dos pacientes atendidos no centro não apresenta um estado grave e estão fora de perigo.

O presidente colombiano, Juan Manuel Santos, lamentou a morte de uma mulher no acidente e se comunicou pelo telefone com Luis Carlos Barreto, marido da vítima.

Além disso, "ofereceu o apoio do Governo para enfrentar esta tragédia familiar" e pediu que as autoridades "prestem o atendimento oportuno e necessário aos feridos no acidente aéreo".

O ministro de Transporte do país, Germán Cardona, viajou à ilha e confirmou que o avião da Aires era novo e antes de sair ontem à noite do aeroporto El Dorado cumpriu com todos os protocolos de segurança.

"Havia uma situação meteorológica bastante difícil ao chegar à ilha (...), infelizmente uma pessoa morreu, mas não por causa do acidente propriamente, mas no transporte para um dos centros assistenciais" depois de sofrer um ataque cardíaco, afirmou.

Uma comissão da Aeronáutica Civil e da Força Aérea Colombiana iniciaram imediatamente a investigação do acidente.

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