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16/08/2010 - 08h43

Diplomatas israelenses boicotam Mossad por romper greve

Jerusalém, 16 ago (EFE).- O corpo diplomático de Israel impôs um boicote ao Mossad (serviço secreto do país) por romper a greve que realiza para exigir reajustes salariais, ao ter ajudado o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu a preparar sua visita de hoje à Grécia.

Segundo o diário "Ha'aretz", os diplomatas estão revoltados com o serviço secreto por ter articulado para o Governo a visita de hoje do premiê a Atenas, diante da greve geral do corpo diplomático, que se negou a preparar as reuniões com as autoridades gregas.

O boicote dos diplomatas ao Mossad se reflete num memorando enviado a todas as embaixadas e consulados pelo sindicato do Ministério de Assuntos Exteriores no qual se orienta aos diplomatas que não prestem nenhum serviço aos agentes do serviço secreto, a menos que se trate de "vida ou morte".

Entre as medidas punitivas estão a de não conceder vistos para agentes credenciados ou familiares deles, não devolver despesas (que são feitas por meio das embaixadas), não conceder apoio logístico nem passaportes diplomáticos e paralisar a prestação de todos os serviços burocráticos.

"Pedimos a eles várias vezes para não prepararem a visita de Netanyahu à Grécia para não romper nossa greve", justificam funcionários não identificados do departamento de Exteriores israelense.

Netanyahu viajou hoje a Atenas para uma visita oficial em que discutirá assuntos de interesse bilateral e regional com seu colega grego Giorgos Papandreou.

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