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17/08/2010 - 09h49

Morre aos 82 anos o ex-presidente italiano Francesco Cossiga

Roma, 17 ago (EFE).- O ex-presidente da República italiana (1985-1992) e senador vitalício Francesco Cossiga morreu hoje, aos 82 anos, no hospital Agostino Gemelli, em Roma, onde estava internado desde 9 de agosto.

Cossiga foi hospitalizado por uma leve insuficiência cardiorrespiratória, mas suas condições pioraram nos dias seguintes e ele faleceu às 13h18 locais (8h18, no horário de Brasília) devido a uma crise cardiocirculatória, informou o hospital.

Durante sua hospitalização, o ex-presidente recebeu a visita de muitas figuras políticas e do atual presidente da República, Giorgio Napolitano, enquanto o Vaticano enviou o monsenhor Rino Fisichella para representar o papa Bento XVI.

Depois de receberem a notícia de sua morte, os máximos cargos institucionais do país estão suspendendo suas férias para ir a Roma, onde deve ser realizado o funeral de Estado que corresponde aos presidentes da República.

O democrata-cristão nasceu em Sassari, na ilha de Sardenha, no dia 26 de julho de 1928, e foi eleito o oitavo presidente da República italiana com 57 anos, se tornando o político mais jovem a ocupar o cargo.

Além disso, Cossiga foi primeiro-ministro de 1979 a 1980 e ocupou o Ministério de Interior de 1976 a 1978, ano em que renunciou após o assassinato por parte das Brigadas Vermelhas do líder democrata-cristão Aldo Moro.

O ministro dos Transportes e das Infraestruturas italiano, Altero Matteoli, destacou que Cossiga foi "um político de grande calibre e um chefe de Estado que soube antecipar a mudança".

Seus históricos adversários também o definiram como um "inimigo duro, mas leal", como reconheceu o secretário do Partido dos Comunistas Italianos (PDCI), Oliviero Diliberto, que o qualificou de "um anticomunista convencido, mas que sempre nos respeitou".

"Com ele tivemos momentos de enfrentamento e conflitos, mas vividos com respeito recíproco e lealdade. Nestes últimos anos, uma grande amizade nos uniu, pela qual sou muito agradecido", afirmou o ex-primeiro-ministro e membro do progressista Partido Democrata (PD), Massimo D'Alema.

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