UOL Notícias Notícias
 
17/08/2010 - 08h40

ONU adverte que zona inundada se estende e faltam recursos

Genebra, 17 ago (EFE).- O alcance das inundações que afetam o Paquistão aumenta a cada dia e já abrange uma superfície de 160 mil quilômetros quadrados do país, "equivalente ao tamanho da Suíça, Áustria e Bélgica juntas", advertiu hoje a ONU.

Elizabeth Byrs, porta-voz do Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários da ONU (OCHA), detalhou a extensão para dar uma ideia da catástrofe sem precedentes que atinge ao Paquistão, onde pelos últimos números da organização 15,4 milhões de pessoas foram afetadas direta ou indiretamente pela catástrofe.

"Até esta terça-feira, o financiamento do pedido de urgência de US$ 459,7 milhões feito pela ONU alcançou 35% dessa quantia, e pouco a pouco vai avançando, com promessas e outros compromissos", assinalou Byrs, em entrevista coletiva.

As águas seguem aumentando nas províncias do sul do país, como Sinsh e Balochistão, o que gera o temor de que a tragédia cresça ainda mais.

O Programa Mundial de Alimentos (PMA) expôs que uma das principais dificuldades é o acesso às pessoas afetadas.

"Até ontem conseguimos levar alimentos para o mês para 840 mil pessoas e esperamos hoje atingir a marca de 1 milhão de afetados", disse a porta-voz Emilia Casella.

"Três helicópteros de carga adicionais vão se somar aos que já estão funcionando, totalizando 13", disse, mas indicou que em muitas áreas o acesso é tão difícil que "estamos empregando burros para levar comida aos desabrigados".

Quem também expressou preocupação foi o porta-voz do Acnur, Andrej Mahecic, que disse que a situação "continua piorando já que os rios inundados fluem rumo ao sul provocando novas evacuações".

"Em geral, vemos o risco que a magnitude da catástrofe ainda não tenha sido compreendida pela comunidade internacional", acrescentou.

Dos 15,4 milhões de afetados direta ou indiretamente, aproximadamente metade são crianças, lembrou o porta-voz do Unicef Marcos Jiménez.

"Deles, 3,5 milhões correm risco direto de morte pela ameaça de doenças provocadas pela água contaminada, como cólera, diarreia e disenteria", assinalou.

Todas as agências da ONU pediram aos países doadores que acelerem o cumprimento de seus compromissos financeiros.

O embaixador do Paquistão na ONU em Genebra, Zamir Akram, disse hoje que a comunidade internacional deve confiar na "transparência" do Governo paquistanês na administração da ajuda humanitária, diante das críticas de que os fundos possam acabar em mãos talibãs e outros grupos radicais.

"Estamos trabalhando em conjunto com a ONU e suas agências humanitárias, além de organizações como o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV)", acrescentou Akram, em entrevista coletiva.

"Este tipo de críticas distraem a atenção do que importa, que é que a ajuda chegue à população afetada".

Akram tem a mesma opinião de Byrs que a ajuda recebida - que por enquanto alcança 35% da quantidade demandada pela ONU - aumenta e considerou que a consciência mundial sobre a tragédia que assola ao país asiático "está crescendo".

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    16h59

    -0,54
    3,265
    Outras moedas
  • Bovespa

    17h20

    1,36
    64.085,41
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host