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17/08/2010 - 20h10

Palestino que invadiu embaixada turca em Tel Aviv é rendido e hospitalizado

Jerusalém, 17 ago (EFE).- O palestino que invadiu hoje a embaixada turca em Tel Aviv e que dizia ter feito dois reféns foi rendido e levado ao hospital para tratar do leve ferimento de bala que sofreu, informaram à Agência Efe os serviços de emergência.

O homem, identificado como Nadim Injaz, aparentemente com problemas mentais, foi rendido pelos guardas de segurança da embaixada. Ele não tinha feito reféns e portava apenas uma arma de plástico, segundo informações do Ministério de Assuntos Exteriores turco, citadas pela imprensa local.

O palestino foi levado ao hospital após sair da embaixada insultando as pessoas e fazendo sinal de vitória.

Dessa forma, foi encerrado o incidente que durou cinco horas. Chegou a ser especulado que o palestino tinha feito dois reféns e que não os soltariam até que sua exigência de obter asilo diplomático em Ancara (Turquia) fosse aceito.

O fato começou por volta das 19h no horário local (13h de Brasília) quando Injaz entrou na embaixada, após ser baleado de raspão na perna por um segurança turco.

Seu advogado, Shafik Abuani, com quem manteve contato por telefone, disse que seu cliente estava armado com uma pistola e uma faca, além de um galão de gasolina, segundo comunicado turco.

Injaz afirmou que era perseguido pelos serviços de inteligência israelenses e palestinos por ter informações que poderiam "afundar vários funcionários importantes da Autoridade Nacional Palestina", acrescentou seu advogado.

Segundo a imprensa local, Injaz tem antecedentes criminais e passou informações à Polícia israelense.

Há apenas três semanas ele saiu da prisão após passar um ano atrás das grades, informou o "Canal 10" da televisão israelense.

O palestino já havia feito algo similar em 2006 na embaixada britânica em Tel Aviv, também com uma arma de plástico, e ameaçou se suicidar caso não conseguisse asilo na Grã-Bretanha.

A Polícia israelense, os serviços de emergência e os jornalistas permaneceram o tempo todo no exterior da sede diplomática (que é legalmente território turco) à espera de permissão para entrar, o que não chegou a acontecer com a solução do caso de forma pacífica.

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