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17/08/2010 - 15h43

Semanas antes da retirada dos EUA, atentado no Iraque mata ao menos 39

Bagdá, 17 ago (EFE).- Ao menos 39 jovens que se alistariam no Exército iraquiano morreram hoje em um atentado em Bagdá, um dos mais sangrentos deste ano, duas semanas antes de os Estados Unidos completarem a retirada de suas tropas do país.

Segundo fontes do Ministério de Defesa, um terrorista suicida detonou um cinto de explosivos preso a seu corpo em meio a centenas de jovens que esperavam o turno para alistar-se nas Forças Armadas, em um bairro no centro de Bagdá.

O número de mortos na explosão varia entre as 39 registradas pelo Ministério da Saúde e as 48 divulgadas por fontes policiais e de Interior.

Além disso, o número de feridos, alguns dos quais continuam em estado grave, oscila entre 57 e 129.

O porta-voz do centro de operações de Bagdá, o general Qasem Ata, reconheceu que as medidas de segurança no centro de recrutamento não eram suficientes.

"As medidas de segurança adotadas em comparação com o número de voluntários que tinham se apresentado não eram suficientes", disse Ata.

O general afirmou que a quantidade de recrutas que se apresentaram foi maior do que o esperado e acrescentou que o local não era adequado como "centro de voluntariado e de agrupamento de cidadãos".

Este é o atentado mais sangrento no Iraque desde 18 de julho, quando 43 pessoas morreram e outras 40 ficaram feridas em um ataque contra membros das milícias pró-governo Conselhos de Salvação, no povoado de Al Balesem, a sudoeste de Bagdá.

Além disso, acentua ainda mais as dúvidas sobre a capacidade do Exército iraquiano de manter a segurança do país sozinho, duas semanas antes de os EUA completarem a retirada de suas tropas de combate do país.

Recentemente, e tendo em vista a retirada das tropas - depois da qual ficarão 50 mil soldados americanos no Iraque com missões de treinamento e proteção -, o Ministério da Defesa iraquiana lançou uma nova convocação para recrutar jovens voluntários.

Um membro da coalizão Aliança Nacional Iraquiana, a terceira maior do país, insistiu em que a situação de segurança no país não é estável, "estejam ou não as forças americanas".

Ele explicou que o problema está no fato de o sistema de segurança "sofrer desequilíbrios em diferentes aspectos como a incapacidade dos serviços de inteligência, o armamento, a força e a disciplina".

Além disso, declarou que os grupos armados demonstraram sua capacidade de atentar contra qualquer alvo, atravessando inclusive os limites de segurança.

O aumento da violência, que fez subir o número de vítimas em julho, quando foram registrados 535 mortos frente aos 284 de junho, é paralelo à incerteza política devido às disputas entre os principais partidos do país, que não ainda entraram em um acordo para a formação de um novo Governo.

Na segunda-feira, a coalizão ganhadora nas eleições de 7 de março, Al Iraqiya, anunciou que tinha suspendido as negociações para formar Governo com a plataforma Estado de Direito, do primeiro-ministro Nouri al-Maliki.

Neste sentido, o vice-presidente iraquiano sunita, Tareq Al Hashemi, que recebeu ontem o representante da Liga Árabe no Iraque, Najib Shalgam, disse, por meio de um comunicado emitido por seu escritório, que "a presença da Liga Árabe é fundamental para ajudar os opositores na reconciliação política".

Ele também demonstrou a preocupação da Liga Árabe diante da deterioração da situação no Iraque por causa do atraso na formação do Governo e advertiu sobre os perigos caso os iraquianos percam a paciência.

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