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18/08/2010 - 15h35

Dilma admite não ter carreira política e Serra nega representar elite

São Paulo, 18 ago (EFE).- A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, admitiu hoje em um debate na internet que não tem muita trajetória política mas está pronta para governar, enquanto o opositor José Serra, negou ser o candidato da elite.

Os dois participaram hoje, ao lado da candidata pelo Partido Verde, a senadora Marina Silva, de um debate na internet promovido pelo jornal "Folha de São Paulo" e o portal "UOL", o primeiro debate de candidatos à Presidência transmitido exclusivamente pela internet.

Dilma, apoiada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, disse que, apesar de não ter seguido uma carreira política nem ter experiência parlamentar ou ter exercido um cargo de eleição popular, tem "experiência de Governo".

"Comecei lutando contra a ditadura (1964-1985) e depois fui secretária da Fazenda e de Energia no Rio Grande do Sul. O presidente me deu a honra de ser sua ministra de Minas e Energia e depois da Presidência", afirmou a candidata ao ser questionada por uma internauta sobre sua falta de experiência política e sua candidatura "improvisada por Lula".

No mesmo bloco do debate, Serra destacou sua origem humilde e sua atuação como líder estudantil ao ser interrogado por outro internauta se representava os interesses da elite.

"Trabalhei com meu pai (como vendedor de verduras), fui líder estudantil, vivi no exílio, entrei na política, ganhei e perdi eleições. Exerci mandatos como deputado, senador, prefeito, governador e ministro, sempre preocupado com os setores mais pobres da população", afirmou Serra ao ressaltar que, ao contrário da líder nas pesquisas, tem uma ampla carreira política.

Serra, o candidato do opositor PSDB, espera que tanto os debates como a propaganda gratuita na rádio e na televisão lhe permitam reverter a vantagem que conseguiu nas pesquisas.

Favorecida pela popularidade de Lula, a candidata governista desponta como a vencedora das eleições do dia 3 de outubro, com cerca de 43% das intenções de voto, contra os 32% de Serra e os 8% de Marina Silva.

Serra aproveitou o debate para criticar o suposto clientelismo do Governo Lula, a nomeação de milhares de membros do PT como funcionários públicos e a alta carga de impostos do país.

Dilma, que citou Lula várias vezes, aproveitou sua intervenção final para lembrar que sua candidatura é a da "continuidade".

"Nossa visão é a da continuidade e de um avanço do que está se fazendo no Governo do presidente Lula, com mais emprego, mais crescimento e maior distribuição de renda", disse.

Em seu pronunciamento final, Serra voltou a atacar o Governo e lembrou os casos de corrupção que salpicaram os principais assessores de Lula em 2005.

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