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18/08/2010 - 20h05

EUA apoiam comissão da ONU para investigar crimes em Mianmar

Washington, 18 ago (EFE).- O Governo dos Estados Unidos decidiu apoiar a criação de uma comissão da ONU para investigar supostos crimes contra a humanidade e crimes de guerra cometidos em Mianmar, informaram hoje os jornais "The Wall Street Journal" e "The Washington Post".

No entanto, em sua entrevista coletiva diária, o porta-voz do Departamento de Estado americano, Philip Crowley, não quis confirmar a notícia ao afirmar que não tinha nada para anunciar.

Os jornais dizem que a informação foi passada por dois importantes funcionários, que falaram da decisão sob a condição de anonimato já que ela não foi anunciada oficialmente.

O "The Washington Post" disse também que os EUA estão considerando aumentar as sanções contra o regime militar birmanês, como parte da tentativa de obrigar Mianmar a abrir seu sistema político autoritário e libertar milhares de presos políticos.

O jornal afirma que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ao apoiar uma comissão para Mianmar, está se comprometendo a respaldar uma investigação da ONU sobre a junta militar liderada desde 1992 pelo general Than Shwe.

O general, de 77 anos de idade, foi acusado de liderar campanhas brutais contra grupos armados de minorias étnicas e contra dissidentes birmaneses, assim como a dissolução violenta da "Revolução Açafrão" de 2007.

Mianmar, governada pelos militares desde 1962, realizará eleições no final deste ano, mas o pleito já foi colocado em dúvida pela oposição liderada pela vencedora do prêmio Nobel da Paz, Aung San Suu Kyi, que se encontra em prisão domiciliar.

Em 1990, Suu Kyi e seu partido, a Liga Nacional para a Democracia, ganharam as eleições com 82% dos votos, mas a Junta Militar nunca reconheceu o resultado.

Os EUA enviaram funcionários de alta categoria a Mianmar, se mostraram abertos à possibilidade de retomar parte da ajuda e iniciaram conversas sobre as eleições. Por outro lado, também expressaram preocupação sobre a relação militar do regime com a Coreia do Norte.

No entanto, Mianmar não deu sinais de mudança, ao contrário, impôs severas restrições às eleições.

"Não houve nenhum resultado positivo em matéria de democracia e direitos humanos em nossos contatos diplomáticos", disse um funcionário ao "Washington Post".

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