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18/08/2010 - 12h50

Tempo dá trégua ao Paquistão, que recebeu metade da ajuda solicitada

Igor G. Barbero.

Islamabad, 18 ago (EFE).- As previsões meteorológicas, que descartam chuvas significativas para os próximos dias, deram um respiro ao Paquistão hoje, que recebeu metade da ajuda solicitada para socorrer os desabrigados pelas inundações.

"Durante uma semana fará tempo bom nas áreas afetadas pelas inundações. A princípio, choverá só em alguns pontos em Islamabad e Punjab (leste) que não foram tão afetados", explicou à Agência Efe o chefe dos serviços meteorológicos paquistaneses, Qamar-Uz-Zaman Chaudhry.

A trégua nas precipitações, que afligem o país desde o fim de julho, ajudará a aliviar a crise atual antes que a população tenha que enfrentar o fim da estação chuvosa, em meados de setembro.

Segundo Chaudhry, a estiagem brusca contribuirá para que o nível de água do rio Indo e de seus afluentes diminua, algo que já está acontecendo nas partes setentrionais e no terço central do país.

"No entanto, o desafio em Sindh é enorme", esclareceu, em referência à província situada no sudeste paquistanês, ameaçada por um grande volume de água que percorreu mais de mil quilômetros e devastou amplas áreas das regiões noroeste de Khyber-Pakhtunkhwa e oriental do Punjab.

Em Sindh, duas importantes represas, já avariadas, estão suportando uma forte pressão e existe o temor de que sofram graves danos, caso transbordem e deixem muitos distritos da província vulneráveis às inundações.

Outra boa notícia para o Paquistão é que a comunidade internacional aumentou suas ajudas para dar assistência aos afetados pela tragédia, que oscilam entre 15,3 e 20 milhões de pessoas, segundo dados da ONU e do Governo paquistanês.

"A resposta (da comunidade internacional) melhorou muito nos últimos dias após a chamada que fizemos. Parece que os países doadores estão se dando conta da magnitude da catástrofe", disse um porta-voz do Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários, Maurizio Giuliano.

Com a chegada das contribuições da Comissão Europeia, Estados Unidos, Austrália, Coreia do Sul e Espanha, a ONU assegurou mais da metade dos fundos requeridos para fornecer durante 90 dias comida, abrigo, atendimento sanitário e água potável à população em situação mais grave.

A ONU recebeu US$ 208 dos US$ 459,7 milhões requeridos, enquanto outros US$ 42,1 milhões foram prometidos, o que já representa 54,5% da quantidade solicitada no plano de emergência anunciado na semana passada.

O aumento nas doações aconteceu depois da visita-relâmpago no último dia 15 do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que pediu ao mundo mais apoio após afirmar que nunca tinha visto um desastre natural assim, o qual - disse - supera em magnitude o tsunami de 2004 no sudeste asiático e o terremoto do Haiti, em janeiro desse ano.

Naquele dia, a quantidade de ajuda recebida pela ONU correspondia só a um quinto do total solicitado, algo que os analistas atribuíam a pouca empatia da comunidade internacional com o Paquistão, a fadiga dos doadores em um ano com várias catástrofes e a desconfiança com relação ao Governo paquistanês.

O presidente paquistanês, Asif Alí Zardari, se mostrou confiante de que seu país saíra fortalecido da tragédia que as inundações supõem.

"Tragédias como esta consolidam a nação. Nosso país se unirá e sairá fortalecido", declarou durante uma visita à Rússia, onde participou de uma cúpula que contou também com os chefes de Estado do Tadjiquistão e Afeganistão.

Após as críticas recebidas durante sua viagem europeia de mais de uma semana em plena crise humanitária, Zardari decidiu passar apenas algumas horas em território russo hoje.

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