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19/08/2010 - 16h04

Citando Venezuela, ANJ critica grupos que buscam censurar opinião

Rio de Janeiro, 19 ago (EFE).- A Associação Nacional de Jornais (ANJ) repudiou hoje "as ideias retrógradas e preocupantes" de alguns grupos minoritários que buscam cercear a livre manifestação de opinião, na abertura do 8º Congresso Brasileiro de Jornais, no Rio de Janeiro.

Sem citar especificamente a recente decisão da Justiça venezuelana que proíbe por 30 dias a publicação de fotografias e informações sobre violência, a entidade de representantes dos jornais brasileiros criticou esse tipo de "censura prévia".

"No front da defesa da liberdade de expressão, sempre há discursos que em alguma medida buscam estabelecer o 'controle social da mídia', a exemplo do que infelizmente acontece em países vizinhos, como na Venezuela", declarou a presidente da ANJ, Judith Brito.

Segundo ela, a entidade sempre "se levantou contra as ameaças à democracia na defesa dos direitos dos cidadãos".

O diretor de redação do diário "Folha de S. Paulo", Otavio Frias Filho, afirmou que a imprensa brasileira está preocupada com o surgimento em vários países de Governos "autoritários" que preservam os aspectos formais da democracia, mas que acabam exercendo uma espécie de tutela sobre a sociedade e a imprensa.

Ele criticou especificamente o caso dos líderes Mahmoud Ahmadinejad (Irã), Hugo Chávez (Venezuela), Evo Morales (Bolívia) e Rafael Correa (Equador).

Também se queixou das dificuldades da imprensa brasileira para exercer seu papel como fiscalizador de um Governo de elevada popularidade como o do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O sociólogo Demétrio Magnoli, colunista dos diários "O Estado de S. Paulo" e "O Globo", que também participou da abertura do congresso, assegurou que Governos como o de Chávez divulgam a ideia de que a imprensa não é uma mediação da sociedade, mas um defensor de interesses particulares para poder justificar a imposição de medidas de controle.

Segundo Magnoli, um encontro organizado há dois anos por Chávez defendeu a ideia de que "a imprensa é um partido político conservador que deve ser eliminado e substituído por meios de comunicação controlados pelo Estado".

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