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19/08/2010 - 04h51

Militares israelenses são detidos acusados de roubo a ativistas atacados

Jerusalém, 19 ago (EFE).- Pelo menos quatro militares israelenses foram detidos nos últimos dias sob suspeita de terem roubado computadores portáteis e outros aparelhos tecnológicos dos ativistas da frota humanitária atacada quando se dirigia a Gaza no dia 31 de maio.

Entre os detidos há um tenente do Exército que supostamente vendeu alguns dos equipamentos roubados a um amigo, que revendeu o material a outras pessoas, informou nesta quinta-feira a imprensa local.

Segundo o jornal "Yedioth Ahronoth", os aparelhos foram roubados do Mavi Marmara, o principal dos seis navios que formavam a flotilha internacional abordada por soldados de elite israelenses, em ataque que causou a morte de nove ativistas turcos.

Os navios se dirigiam a Gaza com ajuda humanitária, com a intenção de romper o bloqueio israelense à faixa, quando a frota foi abordada em águas internacionais, suscitando uma onda generalizada de protestos contra Israel e uma crise sem precedentes nas relações turco-israelenses.

Em relação com o mesmo caso estão detidos outros três militares que aparentemente tiraram do navio os computadores e demais aparelhos, incluindo telefones celulares.

Depois do ataque, os ativistas foram levados ao porto de Ashdod, ao sul de Tel Aviv, e seus pertences foram confiscados pelo Exército e pela Polícia.

Pouco depois, surgiram as primeiras denúncias de alguns ativistas, que afirmaram não ter recebido de volta seus pertences. Além disso, um jornalista italiano que estava no navio afirmou que seu cartão de crédito tinha sido usado.

Um oficial de alto cargo do Exército israelense disse à edição eletrônica do "Yedioth Ahronoth" que "a investigação acaba de começar", mas que "a situação será embaraçosa e vergonhosa".

"Estes são soldados que não entendem o que representa o uniforme que vestem", disse.

O caso se soma ao escândalo protagonizado há alguns dias por uma soldado que, após licenciar-se, publicou no Facebook fotos que tinha feito com prisioneiros palestinos de Gaza algemados e com os olhos vendados.

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