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23/08/2010 - 10h02

Governo espanhol confirma libertação de 2 reféns da Al Qaeda

(atualiza com declarações de Zapatero)

Madri, 23 ago (EFE).- O Governo da Espanha confirmou hoje a libertação dos voluntários espanhóis Roque Pasqual e Albert Vilalta, sequestrados há quase nove meses na Mauritânia pela Al Qaeda.

Um avião da Força Aérea Espanhola foi enviado à capital de Burkina Fasso, Ouagadougou, para levar os dois voluntários libertados de volta à Espanha, informaram Agência Efe fontes do Governo.

A secretária espanhola de Estado de Cooperação Internacional, Soraya Rodríguez, viajou nesta aeronave junto com familiares de Vilalta e Pasqual, ambos membros da ONG "Barcelona Acció Solidária".

"Nossos dois companheiros já estão em segurança", disse o presidente da ONG, Francesc Osán, ao informar que a vice-presidente espanhola do Governo, María Teresa Fernández de la Vega, havia lhe confirmado a libertação dos reféns.

O presidente do Governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, concedeu entrevista coletiva sobre a libertação e disse que ela "pôs um ponto final em uma ação terrorista que nunca deveria ter acontecido".

"Estamos contentes e ficaremos muito mais quando Albert e Roque chegarem a Barcelona", afirmou Zapatero, que parabenizou a cooperação dos Governos da região onde ocorreu o sequestro, e agradeceu às famílias dos voluntários "pela confiança que mostraram em todo o tempo, inclusive nos dias mais difíceis".

O canal árabe "Al Arabiya" e a site mauritano "Sahara Media" informaram ontem sobre a libertação de Vilalta e Pascual, que estavam em algum lugar no norte do Mali em poder dos terroristas.

Segundo os dois veículos de imprensa, a libertação está relacionada à recente extradição ao Mali de Omar Ould Sid'Ahmed Ould Hame, mais conhecido como Omar Saharaui, condenado a 12 anos de prisão na Mauritânia por sua participação no sequestro.

A libertação dos dois voluntários aconteceu, segundo as fontes citadas por "Al Arabiya", depois da realização de um acordo que incluía a extradição de Saharaui a Mali.

Vilalta e Pascual foram sequestrados junto com Alicia Gámez (libertada em março) em 29 de novembro na estrada que liga Nuadibu (norte da Mauritânia) a Nouakchott, quando viajavam em uma caravana humanitária.

Seus quase nove meses de cativeiro representam o sequestro mais longo feito pelo braço da Al Qaeda na região.

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