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24/08/2010 - 11h10

Situação das enchentes piora no Paquistão, com mais de 17 milhões de afetados

Genebra, 24 ago (EFE).- A situação continua piorando no sul do Paquistão e a ajuda internacional, da qual por enquanto só foram destinados 59% dos US$ 460 milhões inicialmente demandados, é insuficiente para os mais de 17 milhões de afetados diretos pelas inundações, alertou hoje a ONU.

"Dos 17 milhões de afetados diretos, 8 milhões precisam de ajuda urgentemente", disse hoje em entrevista coletiva em Genebra Elizabeth Byrs, porta-voz do Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários da ONU (OCHA, na sigla em inglês).

No último dia 20, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, cifrou o número de atingidos pelas enchentes em 20 milhões, o que inclui tanto as pessoas afetadas de forma direta como indireta.

Apesar de os números oscilarem com a passagem dos dias e as agências humanitárias estabelecerem grupos segundo o grau de urgência da assistência, as previsões seguem pessimistas e a distribuição de ajuda enfrenta problemas de logística.

Entre eles, a impossibilidade de chegar a muitas regiões devido à destruição de estradas e pontes, situação que deixa como única opção viável em determinadas áreas o uso de helicópteros, comentou a porta-voz do Programa Mundial de Alimentos (PAM), Emilia Casella.

O PAM conseguiu ter acesso a 1,75 milhão de pessoas durante um mês, número que ainda fica longe dos "6 milhões de atingidos que ainda têm necessidade de ajuda alimentar", afirmou Casella.

Para realizar suas operações, o PAM usou 13 helicópteros durante estas semanas, quantidade que chegará a 30 nos próximos dias segundo os compromissos estabelecidos e que, segundo Casella, deve "chegar a 70" para ajudar toda a população necessitada.

Por outro lado, o porta-voz da Organização Internacional de Migrações (OIM), Jared Bloch, alertou que "8 milhões de pessoas continuam desabrigadas" e vivem à beira das estradas e debaixo de pontes.

Os acampamentos provisórios só conseguiram alojar, por enquanto, 1 milhão de pessoas. Prevê-se que chegue a cerca de 2,5 milhões nas próximas semanas, explicou Bloch.

As inundações, as piores dos últimos 80 anos, também inundaram campos de cultivo, devastaram 3,2 milhões de hectares e destroçaram 71% das colheitas de arroz, 59% das de vegetais e 45% das de milho, segundo o OCHA.

"Se os agricultores não receberem fundos para a próxima época de plantação, prevista entre setembro e outubro, o impacto na segurança alimentar será catastrófico", advertiu Byrs.

Além disso, foram detectados mais de 200 mil casos de diarreia aguda, acima de 260 mil casos de problemas de pele e cerca de 200 mil de problemas respiratórios, disse Fadela Chai, porta-voz da Organização Mundial da Saúde (OMS).

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