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25/08/2010 - 21h17

Carter está em Pyongyang em "missão privada", segundo EUA

Washington, 25 ago (EFE).- O Departamento de Estado confirmou hoje que o ex-presidente Jimmy Carter se encontra em Pyongyang "em uma missão humanitária privada" para conseguir a libertação de um americano detido desde janeiro na Coreia do Norte, mas negou que leve uma mensagem do Governo americano para o regime de Kim Jong-il.

"O presidente Carter está em uma missão humanitária privada" na Coreia do Norte, disse o porta-voz adjunto do Departamento de Estado, Mark Toner, em sua entrevista coletiva diária.

"Trata-se de uma missão para obter a libertação do senhor (Aijalon Mahli) Gomes", confirmou Toner, que não quis revelar mais detalhes para não prejudicar os esforços de Carter.

O porta-voz disse que não sabe se houve contatos prévios entre o Departamento de Estado e o ex-presidente sobre sua viagem a Coreia do Norte, mas negou que Carter leve uma mensagem do Governo dos Estados Unidos para o regime de Kim Jong-il.

A agência oficial norte-coreana de notícias "KCNA" informou horas antes em um breve despacho que "Carter e sua comitiva chegaram a Pyongyang", em cujo aeroporto foram recebidos pelo negociador norte-coreano para o diálogo nuclear, Kim Kye-gwan.

O americano Aijalin Mahli Gomes, de 30 anos, foi detido na Coreia do Norte em 25 de janeiro por entrar ilegalmente no país pela fronteira com a China. Em abril, Gomes foi condenado a oito anos de trabalhos forçados e uma multa de 70 milhões de wons norte-coreanos (US$ 700 mil).

Entre os dias 9 e 11 deste mês, o Departamento de Estado enviou um funcionário consular, dois médicos e um tradutor à Coreia do Norte para visitar Gomes, mas a equipe fracassou em sua tentativa de conseguir sua libertação. A informação sobre a visita vazou apenas no último dia 16.

No dia 19, funcionários consulares da embaixada da Suécia, país que representa os interesses dos EUA na Coreia do Norte, visitaram o detido a pedido de Pyongyang, disse hoje Toner.

Os EUA já pediram em diversas ocasiões ao regime comunista para que libertem Gomes por razões humanitárias.

Segundo veículos de imprensa americanos, a previsão é de que o ex-presidente Carter retorne aos EUA na quinta-feira com Gomes.

Carter, que foi presidente entre 1997 e 1981, visitou Pyongyang em 1994 depois que o regime comunista ameaçou processar combustível nuclear e o Governo de Bill Clinton pediu sanções à ONU.

Naquele ano, Carter se reuniu com o então líder norte-coreano e pai do atual, Kim Il Sung, e conseguiu fazer com que a Coreia do Norte negociasse com os EUA, em conversas inéditas que levaram a um acordo de desarmamento nuclear.

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