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25/08/2010 - 19h57

Governo e oposição da Venezuela iniciam campanha eleitoral

Caracas, 25 ago (EFE).- O Governo e a oposição, unida na chamada Mesa da Unidade Democrática (MUD), começaram hoje em toda Venezuela a campanha para as eleições legislativas de 26 de setembro, consideradas cruciais.

O Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), do governo, comemorou o início de sua campanha, formada por "36 mil patrulhas socialistas", com o tradicional lançamento de foguetes em diferentes partes de Caracas.

"Temos que arrasar, nosso objetivo é conseguir dois terços, necessitamos de hegemonia na Assembleia para poder aprovar as leis necessárias quando for necessário", disse Aristóbulo Istúriz, chefe de campanha do PSUV.

"Pela primeira vez na história uma eleição parlamentar tem tanta importância como esta", acrescentou Istúriz.

No final da manhã, no distrito de Catia, tradicionalmente ligado a Chávez, começavam a se reunir grupos de seguidores governamentais vestidos com as clássicas camisetas vermelhas e gritando palavras de ordem a favor do PSUV.

Os candidatos da opositora Mesa da Unidade (MUD) se limitaram a dar entrevistas em cada uma das circunscrições do país à espera de sua primeira passeata convocada para sábado, em Caracas.

A passeata, com o lema "Mulheres pela paz e pela vida", tem como objetivo alertar sobre a insegurança, tema eleito pela oposição como eixo para sua campanha e com o qual buscarão equilíbrio de forças na Assembleia Nacional (AN).

Os partidos de oposição à Chávez decidiram se unir na MUD, que acolhe organizações políticas e civis de oposição, mas que demonstrou certas divergências.

"Temos o objetivo de vencer e nos mobilizar como cidadãos. Vamos todos participar no dia 26 de setembro", afirmou hoje Enrique Mendoza, candidato de Miranda, em entrevista coletiva.

O partido Pátria Para Todos (PPT), esquerdista e antigo aliado do Governo, também iniciou sua campanha chamando os eleitores a superarem diferenças com o lema "A força da esperança".

O PPT rompeu no último ano com o Governo e aceitou outros ex-partidários de Chávez, entre eles Henri Falcon, que renunciou ao PSUV em maio ao apontar falhas no processo revolucionário.

"Vamos derrotar a polarização. Vamos mudar votando por uma Assembleia corajosa, diferente e eficiente. Juntos vamos trabalhar por uma Venezuela de progresso e respeito", afirmou Henri Falcon, governador do estado de Lara, em discurso gravado no site do PPT.

A um mês das eleições, as últimas pesquisas, publicadas há uma semana, preveem que Chávez deve manter a maioria na AN e estaria próximo de conseguir 110 cadeiras, os dois terços necessários para o controle da Câmara.

Segundo o instituto de pesquisas Hinterlaces, os candidatos da MUD poderiam conseguir mais votos que o PSUV, mas não mais deputados devido ao sistema de distribuição de circunscrições.

A campanha acabará no dia 23 de setembro, três dias antes de 17,7 milhões de venezuelanos serem chamados às urnas em uma eleição onde todos querem atrair os indecisos, parte importante do eleitorado.

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