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25/08/2010 - 15h57

Onda de violência no Iraque deixa 64 mortos

Bagdá, 25 ago (EFE).- Pelo menos 64 pessoas morreram hoje em dezenas de ataques ocorridos em oito províncias do Iraque, a maioria contra serviços de segurança, em uma onda de violência que as autoridades relacionaram à Al Qaeda e ao ex-partido governante Baath.

Fontes policiais disseram à Agência Efe que os ataques deixaram 219 feridos.

O pior atentado foi registrado em Al Kut, capital da província de Wasit, a 180 quilômetros ao sul de Bagdá, onde, pelo menos, 23 pessoas morreram e outras 60 ficaram feridas em um ataque suicida contra a delegacia central da cidade.

Um terrorista jogou o carro-bomba que conduzia contra as dependências policiais.

Em um ataque parecido, contra outra delegacia localizada no bairro do Cairo, pelo menos 15 pessoas morreram e 58 ficaram feridas.

Em Karbala, a 110 quilômetros ao sul da capital, a explosão de um veículo carregado com explosivos perto de outra delegacia no bairro de Al Nasser deixou seis mortos e quatro feridos, sendo dois policiais.

Além disso, vários carros da Polícia e do Exército iraquiano foram alvos de atentados em Faluja, Domiz e Bahraz e deixaram quatro mortos.

Um posto de controle policial no bairro de Al Baya foi atacado por um grupo de homens armados que matou a tiros um oficial da Polícia e feriram outros dois agentes.

Além disso, foram registrados ataques em outros pontos da capital como Mossul, Al Muqdadiyah e Baladruz.

A chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton, condenou hoje os ataques e realçou a necessidade de um "Governo estável" para melhorar a situação no país.

"A União Europeia (UE) condena os ataques. A maioria das vítimas se dedicava a trabalhar pela segurança do Iraque", disse Ashton.

Em comunicado, o primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, apontou uma aliança entre a organização terrorista Al Qaeda e o ex-partido governante Baath, do falecido ditador Saddam Hussein, como culpado dos ataques de hoje.

"Al Qaeda e seus aliados do ex-partido governante Baath voltaram a cometer crimes brutais contra cidadãos inocentes e instituições do Estado em Bagdá e províncias com o objetivo de abalar a segurança e a estabilidade", disse al-Maliki.

O primeiro-ministro destacou que os atentados também pretendem minar "a confiança da população nas forças de segurança que se preparam para assumir a responsabilidade depois que se complete o acordo de retirada das tropas americanas de combate no final do mês".

No dia 31 de agosto, os Estados Unidos encerrarão oficialmente suas operações de combate no Iraque, embora tenha anunciado ontem que o número de soldados já havia sido reduzido para menos de 50 mil.

O último batalhão de combate americano que permanecia no Iraque abandonou o país no dia 19 de agosto e os militares que ficaram se dedicarão aos trabalhos de ensino e formação.

A etapa, batizada como "Novo Amanhecer", se prolongará até a retirada total do Exército americano, prevista para o final de 2011, de acordo com o pacto de segurança assinado em dezembro de 2008 entre Washington e Bagdá.

Al-Maliki destacou que a aliança entre Al Qaeda e o Baath "coincide com a grande conquista histórica do acordo para a retirada das tropas" de combate dos EUA e assegurou que ataques como os de hoje não atrapalharão os planos do povo iraquiano de "recuperar a soberania total da nação".

Não é a primeira vez que as autoridades iraquianas acusam à Al Qaeda e o Baath de cometer atentados no país.

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