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25/08/2010 - 18h11

Parentes de vítimas de atentados de 11 de setembro defendem centro islâmico

Nova York, 25 ago (EFE).- Os familiares de algumas das vítimas dos atentados de 11 de setembro de 2001 em Nova York se manifestaram hoje em Manhattan junto a membros de 40 organizações religiosas e civis para apoiar a construção de um centro islâmico que incluiria uma mesquita perto do Marco Zero.

"Não somos contra", disse Donna O'Connor, que perdeu uma filha nos atentados e lamentou que os defensores das liberdades civis nos Estados Unidos tenham que lutar agora pelo respeito à liberdade religiosa no país.

Parentes das vítimas dos ataques dividiram hoje espaço com líderes religiosos cristãos, muçulmanos e judeus e anunciaram a criação de uma coalizão de direitos civis chamada New York Neighbors for American Values (Moradores de Nova York pelos Valores Americanos).

"Nossa coalizão abraça os valores constitucionais dos Estados Unidos de liberdade religiosa, diversidade e igualdade. Estamos juntos contra os grosseiros estereótipos usados para nos assustar e dividir", diz o manifesto de fundação da entidade.

"O Instituto Cordoba tem o direito constitucional de criar um centro cultural em Manhattan. Além disso, se trata de algo positivo para Nova York e os EUA", disse em manifestação o rabino Arthur Waskow, do The Shalom Center, uma das entidades que se somaram à coalizão.

No domingo, centenas de opositores e defensores do centro islâmico se encontraram em manifestações próximas ao Marco Zero, com direito a confrontos verbais.

Ontem, o arcebispo católico de Nova York, Timothy Dolan, lamentou o ambiente de tensão gerado e pediu para que não se ponham em perigo os valores de tolerância que caracterizam os moradores da cidade.

Os nova-iorquinos receberam hoje com preocupação a notícia de que um taxista da cidade foi agredido na terça-feira depois de ter respondido a um cliente que era muçulmano.

O taxista conseguiu trancar as portas traseiras do veículo e chamou a Polícia, que deteve Michael Enright, de 21 anos, acusado de tentativa de assassinato com o agravante de crime racial.

O mais surpreendente é que Enright trabalhou como voluntário da Intersections International, uma organização multicultural dedicada a favorecer o entendimento e a paz entre culturas e uma das defensoras do centro islâmico em Manhattan.

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