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13/10/2010 - 09h11

Sobe para 9 os mortos pelo vazamento tóxico na Hungria

Da EFE
Em Budapeste (Hungria)

Com a morte hoje de um dos feridos, sobe para nove o número de mortos por causa da enchente tóxica que no último dia 4 de outubro arrasou 40 quilômetros quadrados no sudoeste da Hungria, após o rompimento de uma represa de acumulação de lama.

Segundo informou hoje a Defesa Civil, o falecido era um adulto morador da cidade de Kolontár, a localidade onde a onda tóxica atingiu com maior força.

A morte ocorreu nesta manhã no hospital da localidade de Ajka, onde estava internado com graves ferimentos.

No incidente 150 pessoas ficaram feridas, 50 ainda estão hospitalizadas, principalmente com queimaduras e traumatismos.

A maioria dos mortos morava em Kolontár. Em alguns casos, os corpos foram arrastados por cinco quilômetros pela avalanche do lodo contaminante.

As autoridades continuam nesta quarta-feira com os trabalhos de limpeza nas duas localidades mais afetadas, Kolontár e Devecser.

Espera-se que hoje termine o reforço do dique de contenção, construído nos últimos quatro dias e cuja missão é desviar uma possível segunda enchente, em caso de o reservatório danificado termine rompendo-se.

A expectativa é de que os habitantes de Kolontár, evacuados no sábado, possam voltar à localidade durante o fim de semana.

Ameaças

Funcionários da empresa que causou o vazamento tóxico na Hungria foram ameaçados de missão para que não denunciassem o mau estado do reservatório de acumulação de lama tóxica, onde abriu-se uma brecha no último dia 4 de outubro.

Segundo informou hoje o jornal "Népszabadság" em sua edição digital, os testemunhos desses trabalhadores da metalúrgica MAL assinalam que Zoltan Bakonyi, o ex-diretor da empresa, dispunha de informações sobre infiltrações na parede que acabou rompendo.

De acordo com "Népszabadság", Bakonyi "gastou energias em semear o medo nos que se preocupavam com o estado do dique" do que em conter as fugas de material tóxico.

Bakonyi foi detido na segunda-feira sob a acusação de negligência. A empresa está sob intervenção do Estado.

A ONG WWF/Adena denunciou há dias uma série de fotografias feitas em junho em que é possível ver vazamentos de lama no muro do reservatório.

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