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07/11/2010 - 14h05

Seul em contagem regressiva para cúpula do G20

Jairo Mejía.

Seul, 7 nov (EFE).- Seul começou contagem regressiva para celebração nos dias 11 e 12 de novembro da cúpula do Grupo dos Vinte (G20, que reúne os países ricos e os principais emergentes), à qual assistirão 10 mil participantes estrangeiros - entre estes 32 líderes mundiais - e vai paralisar o sul da capital.

Para garantir a segurança do grande evento, 50 mil policiais estão em alerta máximo diante do início dos protestos.

A quatro dias do início das reuniões dos principais líderes dos países industrializados e emergentes, Seul está repleta de grandes cartazes e telões anunciando a proximidade da cúpula e pedem união aos sul-coreanos para que o evento seja um sucesso.

O grande trabalho publicitário fecha com espetáculos de luz e som no centro da cidade e grandes cartazes com a imagem de artistas populares artistas e esportistas, como o jogador do Manchester United Park Ji-Sung e a campeã mundial de patinação artística Kim Yu-Na, nomeados embaixadores do encontro.

Grupos de música pop, membros da comunidade estrangeira residente e as grandes empresas sul-coreanas, como Samsung e Hyundai, estão envolvidos na promoção e apoio à cúpula que para o presidente sul-coreano, Lee Myung-bak, demonstra "a elevação do país à liderança dentro da nova ordem internacional".

A Prefeitura realizou uma campanha para pedir aos cidadãos que cooperem diante da chegada dos 10 mil participantes estrangeiros e 32 líderes e chefes de instituições internacionais que chegarão ao país nos próximos dias.

Inclusive, o prefeito de Seul, Oh Se-hoon, pegou nesta semana em uma vassoura e junto de outros funcionários varreu calçadas do complexo do centro de congressos e arranha-céus do Coex, ao sul da cidade, onde serão realizadas as reuniões da cúpula.

Os sul-coreanos, no entanto, foram avisados a respeito dos contratempos que podem ser gerados pelo G20 no dia a dia da cidade, já que serviços como coleta de lixo e transporte público serão afetados.

Nos arredores do Coex várias avenidas estarão interrompidas e nos dias da cúpula será declarado na cidade "dia sem carro", diante do temor de grandes congestionamentos que possam dificultar a passagem das delegações.

Além disso, o Coex se transformará em uma ilha de segurança máxima a partir desta segunda-feira, quando for efetivada uma lei especial que proíbe protestos e concentrações em um raio de 2 quilômetros ao redor do complexo até o dia 13 de novembro. Por enquanto, os protestos são permitidos e essas manifestações até agora não congregaram mais do que centenas de manifestantes, sem qualquer registro de incidente.

Organizações sul-coreanas criticaram a proibição de protestos nos arredores do Coex por violar o direito de assembleia e favorecer detenções arbitrárias durante possíveis mobilizações de grupos locais ou internacionais. A região do Coex terá ainda um muro de 2,2 metros de altura cercando o prédio principal de reuniões, ao que se somará outra cerca que selará todo o coração do complexo no bairro de Samseong-dong.

Para completar o reforço das ações policiais, desde este fim-de-semana a Polícia sul-coreana está em alerta máximo, entre estes 30 mil agentes e 20 mil antidistúrbios que tentarão prevenir um possível ataque terrorista e manifestações violentas durante a reunião. Coréia do Sul quer evitar protestos como as da cúpula do G20 de Toronto em junho, que acabaram com mais de 850 detidos e carros carbonizados, além de um gasto desembolso público de mais de US$ 1 bilhão. As autoridades sul-coreanas garantiram que o custo com segurança e organização ficará abaixo da quantia despendida no Canadá.

Em grande parte, esta economia se deve ao fato de que as Forças de Segurança do Estado e do Exército são formadas por jovens convocados a servir ao país durante dois anos, com o que a Coréia do Sul consegue ter cadetes durante 24 horas, alguns recebendo apenas 300 mil wons ao mês (192 euros).

Desde este sábado, cerca de 80 grupos locais sul-coreanos declararam uma semana de protestos contra o G20 e eventos noticiários para pedir um modelo econômico que pense mais nos trabalhadores e acabe com a especulação. Organizações como Anistia Internacional (AI) e Intermon Oxfam realizarão atividades em Seul para pedir que sua voz seja levada em consideração em futuros debates do G20.

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