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20/02/2011 - 06h51

Polícia chinesa dispersa manifestação em uma rua de Pequim

Pequim, 20 fev (EFE).- A Polícia dispersou neste domingo uma manifestação em uma rua central de Pequim, convocada para iniciar uma "revolução do jasmim", como as que se estendem por países árabes, informaram páginas na internet chinesas e a agência oficial "Xinhua".

O meio oficial confirmou que várias dezenas de pessoas se concentraram por volta das 14h (3h de Brasília) na rua de Wangfujing, principal artéria comercial de Pequim, situada a poucos centenas de metros da Praça de Praça da Paz Celestial, sede dos famosos protestos pró democracia de 1989.

Segundo a breve nota da "Xinhua", não houve confrontos violentos quando os agentes chegaram para dissolver o protesto, pois segundo a informação os manifestantes "se dispersaram quando a Polícia chegou".

Alguns vídeos do protesto foram colocados na Internet, sob o título; "revolução do jasmim", e podem ser vistas por exemplo em http://tinyurl.com/6z7flc9.

O jasmim, símbolo dos protestos dos últimos meses no mundo árabe, também é um importante elemento da cultura chinesa: protagoniza uma de suas mais conhecidas canções tradicionais, e essa melodia foi interpretada em dezembro durante a cerimônia de entrega do Nobel da Paz ao dissidente Liu Xiaobo, que não pôde comparecer por estar preso.

Apesar da censura chinesa ter tentado inclusive bloquear a palavra "jasmim" em alguns foros da internet, se tinham publicado convocações para o protesto em páginas como Boxun, onde se pedia aos manifestantes que cantassem palavras de ordem pedindo trabalho, casa, alimentos e justiça.

Trata-se do primeiro protesto que acontece na China como eco dos que estes dias houve em Tunísia, Egito, Iêmen, Líbia, Barein e outros países árabes, e que nos dois primeiros casos causaram a queda de ditaduras que estavam várias décadas no poder.

O Governo chinês teme que nos próximos meses aumente a instabilidade social, mais por causa de circunstâncias políticas pela crescente inflação no país, que produziu aumentos de preços dos alimentos de até 10% anualizado e uma alta do IPC de 4,5% em janeiro passado.

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