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Crise no mundo árabe

Iniciadas em janeiro, manifestações se espalham em países da África e do Oriente Médio; os ditadores de Tunísia, Egito e Líbia já caíram

  • Imagem: Ahmad Al-Rubaye/ AFP
21/03/2011 - 08h46

Ban Ki-moon é obrigado a se esconder de partidários de Gaddafi na sede da Liga Árabe

  • O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, foi cercado por manifestantes pró-Gaddafi no Cairo

    O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, foi cercado por manifestantes pró-Gaddafi no Cairo

Cairo, 21 mar (EFE).- O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, se viu nesta segunda-feira obrigado a se refugiar na sede da Liga Árabe depois que vários manifestantes líbios que apoiam o líder Muammar Gaddafi o impediram de sair do edifício, situado junto à praça Tahrir, no Cairo.

Os manifestantes se reuniram diante da porta principal da Liga Árabe e gritaram palavras de ordem contra Ban e o secretário-geral da Liga, Amre Moussa, assim como contra os Estados Unidos, o Reino Unido e França, e a favor de Kadafi.

Diante desta situação, Ban não conseguiu sair do edifício pelo acesso principal e teve que ser retirado por outra saída na qual também havia vários manifestantes.

Ban se reuniu nesta segunda-feira com Moussa para analisar a situação em vários países árabes, sobretudo na Líbia.

Em entrevista coletiva conjunta, realizada antes do incidente com os partidários de Gaddafi , o secretário-geral da ONU pediu às autoridades líbias que deixem imediatamente de matar os civis e que os proteja.

Ban destacou a importância da coordenação entre a Liga Árabe e a ONU, e assegurou que sua organização continuará seu trabalho até que cheguem ao fim os combates na Líbia e colaborará no envio de ajuda humanitária ao país.

Além disso, louvou a postura da Liga Árabe, que pediu a imposição de uma zona de exclusão aérea na Líbia e insistiu na importância de que a comunidade internacional tenha uma só voz para que se possa cumprir a resolução do Conselho de Segurança.

Já Moussa disse: "Respeitamos a resolução do Conselho de Segurança e não temos nada contra ela, sobretudo porque diz não à invasão e à ocupação dos territórios líbios".

"Pedimos ao Conselho de Segurança a imposição de uma zona de exclusão aérea para impedir os ataques contra os civis, nossa decisão foi clara e nos comprometemos com ela", reiterou.

Neste domingo, Moussa criticou a intervenção militar internacional contra alvos líbios. "O que acontece na Líbia é diferente do objetivo de impor uma zona de exclusão aérea, o que queremos é proteger os civis e não bombardeá-los".

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