UOL Notícias Notícias
 
04/04/2011 - 17h08

Paris vai recuperar e identificar restos mortais do voo 447 da Air France

A França recuperará e identificará os restos mortais do avião da Air France acidentado em junho de 2009 com 228 pessoas a bordo que fazia o trajeto entre Rio de Janeiro e Paris, informou nesta segunda-feira a ministra de Transportes francesa, Nathalie Kosciusko-Morizet.

A nova fase de buscas, que começará "entre três semanas a um mês" permitirá que os investigadores possam "flutuar o avião" encontrado no sábado passado no oceano Atlântico e recuperar, entre outras peças, os motores do aparelho.

Sobre os restos mortais, a ministra não ofereceu mais detalhes por respeito às famílias dos falecidos entre eles franceses, brasileiros e alemães, pois ainda não foi informada de todos os detalhes.

"É um momento de emoção para as famílias porque há muito tempo que esperam notícias sobre os corpos", explicou Kosciusko-Morizet, que assinalou que os novos achados eram importantes não só "para a busca da verdade" mas "também uma maior segurança na aeronáutica".

As novas peças ajudarão a esclarecer as causas do acidente do Airbus operado pela Air France, apesar dos termos do Escritório de Pesquisas e Análise (BEA) seguirão buscando as caixas-pretas, essenciais para recompor o acidente.

Apesar de ainda não terem localizado, acreditam que podem encontrá-las na fuselagem ou perto do avião.

A nova zona de rastreamento, um pouco mais ao sul que o último ponto de busca, se encontra a 3,9 mil metros de profundidade e ocupa uma superfície de 200 metros de largura por 600 metros de comprimento.

Trata-se de uma "zona relativamente plana" assegurou em entrevista coletiva o diretor da BEA, Jean-Paul Troadec, que evitou dar mais detalhes para "proteger" o ponto onde os especialistas vão trabalhar.

No entanto, não é certo que a equipe conseguirá extrair os dados registrados 21 meses atrás.

"Não temos experiência sobre caixas-pretas dessa tecnologia submergida durante tanto tempo", confessaram os responsáveis do BEA.

Os investigadores lembraram à imprensa que primeiro "é preciso encontrá-las, recuperá-las e analisá-las" para ver se é possível restaurar os dados, quase dois anos depois do acidente.

Para esta nova fase de busca, financiada integralmente pelo Estado francês, se selecionará uma embarcação entre os dois navios franceses e um americano em disputa para se transformar no centro de operações da expedição que será dirigido por Alain Bouillard, investigador da BEA.

Nas conclusões preliminares publicadas em dezembro passado, a BEA detectou que aconteceu um problema nas sondas de velocidade Pitot do avião e que isso deve ter influenciado no acidente, mas esse escritório acredita que esse erro não explica o acidente por si só.

Após o acidente do voo 447, a Air France substituiu todas as sondas desse tipo em seus aviões, fabricadas pela empresa francesa Thales.

Tanto a companhia aérea como a fabricante do avião Airbus foram acusados no mês passado por "homicídio involuntário" no processo judicial empreendido para determinar a responsabilidade do acidente, acusação que ambos rejeitam porque a investigação ainda não foi concluída.

No entanto, os advogados dos familiares entendem que "não há nenhuma dúvida da responsabilidade coletiva da Air France e da Airbus" porque há "provas arrasadoras", como os erros nos sistemas que utilizavam os pilotos para controlar a velocidade em voo.

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    17h00

    2,77
    5,377
    Outras moedas
  • Bovespa

    17h21

    -1,81
    98.289,71
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host