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Terremoto no Japão

Um dos maiores tremores da história desencadeia um tsunami, provoca mortes e deixa um rastro de destruição no Japão

  • Imagem: Reprodução
12/04/2011 - 14h16

AIEA diz que não é possível comparar acidente de Fukushima com Tchernobil


Em Viena

A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) afirmou nesta terça-feira que não se pode comparar o acidente de Fukushima como o de Tchernobil porque são "totalmente diferentes", depois que as autoridades japonesas elevassem ao nível máximo a gravidade do acontecido na usina atômica japonesa danificada pelo terremoto e, posteriormente, tsunami.

Veja imagens da usina logo após o terremoto


"Nos avisaram que é pior do que pensavam", garantiu nesta terça em Viena Denis Flory, subdiretor de Segurança Nuclear da AIEA, em relação à decisão de elevar de 5 para 7 a classificação da gravidade do acidente.

Flory insistiu que já tinha conhecimento do vazamento radioativo na central de Fukushima, mas que até o momento desconhecia a quantidade de radiação liberada.


"O fato de que o acidente tenha sido situado como 5 (na escala de 7) significa só que, até agora, não tinha sido possível avaliar a abrangência do vazamento".

Flory negou que possa comparar a situação na central atômica japonesa com a explosão registrada na planta ucraniana de Tchernobil em abril de 1986, que provocou o acidente nuclear mais grave da história e o único, até Fukushima, classificado de importância 7.

"Os acidentes são totalmente diferentes. As mecânicas são completamente distintas. E vemos que os níveis de vazamento, como avaliaram os especialistas japoneses, são significativamente diferentes", indicou Flory.


O analista francês indicou que os reatores 1, 2 e 3 de Fukushima liberaram até o momento 7% da perda registrada na unidade 4 da usina de Tchernobil (as autoridades japonesas falaram de até 10%).

De qualquer maneira, reconheceu que a AIEA segue considerando que a situação em Fukushima é "muito grave", embora tenha garantido que há sinais de recuperação em algumas funções, como a provisão elétrica e os instrumentos.

Flory ressaltou que em 18 de março, quando Japão situou o caso de Fukushima no nível 5, ainda não era possível avaliar o impacto na população e no ambiente já que não havia sido concluído o trabalho de medição do material radioativo liberado.

Por isso, reconheceu que naquele momento as autoridades japonesas já tinham claro que teriam de modificar a classificação.

Nível de radiação a que estamos expostos e seus efeitos

  • Fonte: The Guardian e Radiologyinfo.org

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