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14/04/2011 - 13h47

Cessar-fogo na Líbia é prioridade da comunidade internacional

Jorge Fuentelsaz.

Cairo, 14 abr (EFE).- O cessar-fogo na Líbia continua sendo a prioridade da comunidade internacional para acabar com o derramamento de sangue e dar início à transição política, como revelaram nesta quinta-feira dirigentes da ONU, União Europeia (UE), Liga Árabe, União Africana e Organização da Conferência Islâmica.

"Reiteramos nosso apelo para um cessar-fogo imediato e verificável", disse o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que presidiu uma reunião no Cairo integrada pelos responsáveis destas cinco instituições.

Desde o início do levante popular líbio, em 17 de fevereiro, que acabou desembocando em um conflito armado, cerca de 10 mil pessoas morreram e inúmeras permanecem em meio aos combates, especialmente na cidade de Misrata.

Ban destacou também sua "grande preocupação pela escalada da violência, o grande número de vítimas civis e a violação dos direitos humanos" na Líbia, e comemorou o encontro descrevendo-o como "uma concreta demonstração de que a comunidade internacional está trabalhando com uma só voz pelo povo líbio".

Após o cessar-fogo, os líderes das cinco instituições estabeleceram como prioridades seguintes a ajuda humanitária e o início de "um processo político para que o povo líbio possa escolher seu próprio futuro", contemplando suas aspirações de "democracia, liberdade e desenvolvimento social e econômico".

Neste sentido, Ban ressaltou que as cinco organizações manifestaram seu "total apoio" ao enviado especial das Nações Unidas para a Líbia, o jordaniano Abdel Ilah Mohammad al-Khatib, que, segundo Ban, chegará ao país em breve "para continuar seus contatos com ambas as partes".

Desde o início da manhã desta quinta-feira, várias dezenas de partidários do líder Muammar Kadafi protestaram em frente à sede da Liga Árabe, onde ocorreu o encontro.

No entanto, outro grupo formado por cerca de 30 opositores chegou ao local quando a reunião já havia começado, e após um confronto no qual atiraram pedras em seus adversários, acabaram expulsando os defensores do dirigente líbio.

A chefe da diplomacia da UE, Catherine Ashton, declarou que "o regime líbio perdeu toda sua legitimidade e deve abandonar o poder imediatamente e permitir ao povo que determine seu próprio futuro".

"Continuamos preocupados com a situação humanitária na Líbia e em suas fronteiras. A UE ofereceu 96 milhões de euros em assistência e decidimos que, se for solicitado pela ONU, executaremos uma operação para apoiar o envio dessa ajuda", anunciou Ashton.

Além de Ashton e Ban, estiveram presentes na reunião o secretário-geral da Organização da Conferência Islâmica, Ekmeledin Hassan Oglo, o presidente da comissão da União Africana, Jean Ping, e o secretário-geral da Liga Árabe, Amre Moussa.

"Esta reunião foi muito útil para coordenar as ações individuais e coletivas e para compartilhar nossos pontos de vista", afirmou Ping em uma breve declaração à imprensa.

No dia 17 de fevereiro, um protesto popular explodiu na cidade líbia de Benghazi, a segunda maior do país, que se estendeu por todo o leste e inúmeras localidades do oeste.

Pouco depois, os protestos civis se transformaram em um levante popular quando os cidadãos tomaram as armas abandonadas nos quartéis pelas forças de Kadafi, que logo iniciaram uma contraofensiva.

Desde então, rebeldes e partidários do regime combatem pelo controle do país em um conflito no qual nenhuma das partes parece capaz de vencer, apesar da intervenção da comunidade internacional para impor uma zona de exclusão aérea que proteja os civis dos ataques do regime líbio.

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