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05/05/2011 - 08h34

China sai em defesa do Paquistão no caso Bin Laden

Pequim, 5 mai (EFE).- Pequim defendeu nesta quinta-feira o Paquistão no caso da morte de Osama bin Laden, apesar das suspeitas que recaem sobre o país por supostamente ter dado amparo ao terrorista, e pediu ajuda em sua luta contra as "ameaças terroristas" como a do Turquestão Oriental, em referência à comunidade uigur do oeste do país.

"Apoiamos a postura do Paquistão em sua luta antiterrorista", assinalou a porta-voz de turno da Chancelaria chinesa, Jiang Yu, em entrevista coletiva, ao ser questionada pelas críticas a seu aliado Islamabad por permitir que o terrorista alugasse uma casa próxima ao complexo militar em Abbottabad.

A porta-voz pediu nesta quinta-feira ajuda internacional para combater os grupos uigures muçulmanos de origem turca que moram em sua região oriental de Xinjiang e que em 2001, após os atentados de 11 de setembro, Pequim incluiu na lista de terroristas internacionais, apesar de não apresentar provas que os vinculassem à Al Qaeda.

"China também sofre terrorismo", afirmou Jiang ao ser perguntada se seu Governo mudará sua política contra estes supostos grupos terroristas após a morte do líder da Al Qaeda por militares americanos.

"Algumas forças terroristas estão envolvidas em atividades destinadas a dividir a China e ameaçam gravemente a segurança nacional. Combater às forças terroristas do Turquestão Oriental (Xinjiang) é uma parte importante de uma campanha na qual a comunidade internacional deve lutar unida", concluiu.

Grupos uigures no exílio e de defesa dos direitos humanos dizem que há mais de uma década Pequim aproveita a luta antiterrorista para reprimir a minoria uigur, com graves violações de direitos humanos como ocorre na vizinha região do Tibete.

Neste sentido, a ONG Human Rights in China (HRIC), com sede nos EUA e Hong Kong, denunciou que Pequim pressionou os vizinhos Cazaquistão e Quirguistão para que impedissem que os uigures em seu território acudissem a uma conferência internacional que esta etnia celebra em Washington estes dias.

A porta-voz Jiang respondeu a acusação reiterando que "o terrorismo é uma ameaça real contra a China e os países vizinhos", e aludiu a luta antiterrorista como um dos alvos da Organização de Cooperação de Xangai (SCO), na qual participam os países de Ásia Central.

O Congresso Mundial Uigur, com sede em Washington, criticou na terça-feira Pequim por impedir que membros de sua etnia no Cazaquistão e Quirguistão assistissem ao encontro, realizado de 2 a 8 de maio na capital americana.

A porta-voz chinesa não quis comentar nesta quinta-feira um editorial do jornal estatal "Global Times", órgão do Partido Comunista, que afirma que a morte de Bin Laden significará que os EUA buscarão agora outros inimigos, como a China.

"Durante muito tempo, o povo chinês manteve a ideia fixa de que algum dia os EUA iriam atacar a China", comenta o artigo.

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