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Terremoto no Japão

Um dos maiores tremores da história desencadeia um tsunami, provoca mortes e deixa um rastro de destruição no Japão

  • Imagem: Reprodução
05/05/2011 - 02h34

Operários entram pela primeira vez em reator da usina de Fukushima

Tóquio, 5 mai (EFE).- Trabalhadores da Tokyo Electric Power Company (Tepco), operadora da usina nuclear de Fukushima, entraram nesta quinta-feira no edifício do reator 1 da central, pela primeira vez após o tsunami que em 11 de março inutilizou os sistemas de resfriamento.

A Tepco informou que instalará um dispositivo de purificação do ar para absorver as partículas radioativas, o que no momento dificulta as tarefas para resfriar o reator.

Usando máscaras, trajes protetores e pesados tanques de oxigênio, 12 operários da Tepco têm a missão de conectar um sistema de ventilação instalado na adjacente unidade de turbinas, mediante oito encanamentos.

Segundo informou a rede de televisão "NHK", os operários trabalharão em sistema de rodízio em grupos de três e cada um deles permanecerá apenas dez minutos dentro do edifício do reator para evitar uma exposição excessiva à radiação.

Os reatores 1, 2 e 3 de Fukushima Daiichi ficaram sem seu sistema de resfriamento pelo tsunami que alagou a central e a deixou sem eletricidade em 11 de março.

A Tepco espera que o purificador comece a funcionar hoje mesmo e que opere durante três dias seguidos, para diminuir o nível de radiação e fazer com que os operários possam trabalhar durante um prazo maior dentro do edifício do reator.

A previsão é que os trabalhadores se exponham hoje a três milisievert na unidade 1 de Fukushima, onde em 17 de abril um robô detectou radioatividade de 49 milisievert por hora.

A legislação japonesa permite que os operários se exponham a até 250 milisievert anuais na situação de emergência de Fukushima.

Até então ninguém entrara no edifício do reator 1 de Fukushima desde a explosão por combustão de hidrogênio de 12 de março, um dia depois do terremoto e do posterior tsunami que afetaram a central e deixaram 14.785 mortos e 10.271 desaparecidos no Japão.

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