UOL Notícias Notícias
 

Terremoto no Japão

Um dos maiores tremores da história desencadeia um tsunami, provoca mortes e deixa um rastro de destruição no Japão

  • Imagem: Reprodução
14/05/2011 - 09h20

Usina de Hamaoka suspende atividades e agrava problema energético do Japão

Da EFE
Em Tóquio

A usina nuclear de Hamaoka deixou de funcionar neste sábado a pedido das autoridades de Tóquio, diante do grande risco de terremoto da região onde se localiza, algo que aumenta os problemas energéticos do Japão a pouco mais de um mês da chegada do verão no Hemisfério Norte.

Embora situada longe da zona devastada pelo grande terremoto do dia 11 de março, a central de Hamaoka fica em uma área de alta atividade sísmica, onde é alta a probabilidade de ocorrer um terremoto de até 8 graus de magnitude pela escala Richter nos próximos 30 anos.

Por isso, a pedido do Governo japonês, que busca evitar um novo acidente nuclear como o de Fukushima, a empresa Chubu Electric, que administra o complexo atômico de Hamaoka, determinou neste sábado a paralisação do último dos dois reatores que estavam operacionais na usina.

Considerada uma ordem sem precedentes, a paralisação de Hamaoka tirou de serviço os três reatores da central - um deles já não estava operacional temporariamente por uma revisão de rotina -, cuja capacidade de geração de energia é de 3,6 milhões quilowatts, 10% da energia que a operadora Chubu Electric serve à rede japonesa.

A companhia expressou neste sábado seu desejo de que as atividades possam ser retomadas em Hamaoka, cidade às margens do Oceano Pacífico, assim que forem tomadas as medidas necessárias contra um eventual acidente provocado por terremoto, mas o Governo acredita que a suspensão durará, pelo menos, dois ou três anos.

O primeiro-ministro, Naoto Kan, disse na sexta-feira que os padrões de segurança das usinas nucleares do Japão - país que obtém um terço de sua energia de fontes atômicas - serão modificados no futuro, em razão do acidente de Fukushima.

Hoje, menos de 40% dos reatores nucleares do Japão estão operacionais, devido aos efeitos do terremoto de 11 de março nas centrais do noroeste e porque outras unidades estão sob revisão de rotina.

Essa situação implica em menos fornecimento de energia para aliviar o intenso calor úmido que permeia o arquipélago japonês durante o verão, no meio do ano, embora as companhias elétricas planejem aumentar a produção elevando a atividade das usinas térmicas.

Por isso, o Governo solicitou nesta semana o racionamento de 15% da energia gasta habitualmente pelas empresas e famílias entre julho e setembro, quando a umidade média em Tóquio chega a 70%, segundo dados da Agência Meteorológica do país.

O pior é que o fornecimento de energia para grande parte do país se complicaria ainda mais caso outros seis reatores tenham as atividades suspensas para revisão durante o verão, tal como estava planejado antes do terremoto.

Enquanto isso, a Tokyo Electric Power Company (Tepco), administradora do complexo nuclear de Fukushima, trabalha para estabilizar os reatores da usina danificada, que neste sábado (pelo horário local) custou a vida de um dos funcionários que lá trabalhava desde o dia 11 de março.

A morte do operário, de 60 anos, ocorreu de forma súbita. Ele perdeu a consciência uma hora depois de iniciar sua jornada de trabalho, às 6h locais (18h de sexta-feira pelo horário de Brasília), quando entrava em uma sala médica das instalações da usina de Fukushima Daiichi.

O homem, que vestia o traje de proteção, foi levado ao hospital de Iwaki (na província de Fukushima) após desmaiar no início da manhã. O motivo da morte ainda não foi divulgado. Não foram detectados níveis excessivos de substâncias radioativas em seu corpo.

Os operários de Fukushima Daiichi tentam instalar um novo sistema para refrigerar o reator 1 da usina, onde grande parte das barras de combustível do núcleo podem ter se fundido, o que elevaria o risco de vazamento de materiais radioativos.

Segundo a emissora de televisão "NHK", a Tepco busca descobrir por onde vaza a água que se injeta para refrigerar o núcleo, ao passo que instala condensadores para reutilizar o líquido dentro da estrutura de contenção da unidade.

Além disso, a empresa começou os preparativos para cobrir o edifício do reator 1 com uma estrutura de poliéster e aço que ajudaria a limitar a radiação liberada ao ar.

Veja mais

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    16h59

    -0,85
    3,308
    Outras moedas
  • Bovespa

    18h22

    0,25
    72.607,70
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host