Turquia volta atrás e pede ajuda a Israel para trabalhos de resgate

Jerusalém, 25 out (EFE).- A Turquia solicitou nesta terça-feira ajuda a Israel para colaborar nos trabalhos de resgate e auxílio aos desabrigados do terremoto que atingiu o país no domingo passado, apesar de ter rejeitado várias ofertas do Estado judaico nos últimos dias.

O ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, está à frente dos preparativos para o envio da ajuda urgente à Turquia, segundo um comunicado oficial divulgado nesta terça-feira por seu Ministério.

O primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, rejeitou nos últimos dois dias ofertas do chefe de Governo israelense, Benjamin Netanyahu, para colaborar nos trabalhos de socorro aos desabrigados do terremoto de 7,2 graus que atingiu a região de Van.

Num primeiro momento, Ancara destacou em comunicado que estava investigando o impacto dos danos ocasionados pelo tremor e que não era necessário nenhum tipo de ajuda urgente internacional.

No entanto, funcionários do Governo israelense citados pela imprensa local manifestaram nesta terça-feira que seus colegas turcos solicitaram oficialmente a assistência e que o Ministério de Exteriores turco pediu a Israel o envio de estruturas portáteis para que possam ser usadas como casas temporárias por aqueles que perderam suas casas e devem enfrentar baixas temperaturas.

Após a solicitação, o ministro das Relações Exteriores de Israel, Avigdor Lieberman, determinou ao diretor de sua Chancelaria, Rafael Barak, que entrassem em contato com as autoridades relevantes em Ancara a fim de enviar o mais rápido possível a ajuda requerida.

A oferta de assistência poderia representar um primeiro passo para a melhora das relações bilaterais entre Turquia e Israel, tensas desde o violento ataque israelense à flotilha que seguia com ajuda humanitária à Faixa de Gaza em 2010, quando comandos militares israelenses mataram nove ativistas turcos.

Ancara exige desculpas e indenizações às famílias das vítimas por parte de Israel, que se nega a dá-las, ao entender que a participação turca na flotilha como uma provocação e uma tentativa de romper um bloqueio marítimo sobre a Faixa de Gaza, que o Estado judaico considera legal.

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