Al Qaeda na Península Arábica assume autoria de atentado no Iêmen

Sana, 21 mai (EFE).- Sana, 21 mai (EFE).- A rede terrorista Al Qaeda na Península Arábica reivindicou a autoria do atentado cometido nesta segunda-feira nos ensaios de um desfile militar na cidade de Sana, no Iêmen, no qual morreram 70 de pessoas, segundo a última apuração das autoridades iemenitas, que retificaram os números anteriormente divulgadas.

Em comunicado, o grupo terrorista disse que o objetivo da operação era assassinar o ministro de Defesa, Mohammed Nasser Ahmad, que estava no local da explosão e saiu ileso.

"A operação foi realizada por um de nossos 'mujahedin' (guerreiros santos) e teve como alvo o ministro da Defesa e os comandantes americanos da guerra contra nossa população na província de Abian (sul do Iêmen)", informou o comunicado.

Segundo o grupo terrorista, mais de 100 membros da Segurança Central morreram no ataque, apesar de uma fonte do Ministério do Interior citada pela agência oficial "Saba" ter reduzido o número de vítimas mortais para 70 e mais de 100 feridos.

Além disso, a Al Qaeda ameaçou com novos atentados enquanto o Exército mantinha sua ofensiva sobre Abian, reduto dos fundamentalistas, onde morreram centenas de membros da Al Qaeda e de militares nas últimas semanas.

"O fogo da guerra chegará onde vocês estiverem. O que aconteceu hoje é o início da 'jihad' e da defesa de nossa dignidade. Embora o ministro da Defesa e seus ajudantes tenham saído ilesos desta operação, informamos que não vamos retroceder", disse o grupo terrorista.

A nota também afirmou que o atentado "é uma vingança contra os que mataram manifestantes pacíficos, nossos filhos muçulmanos, em sua revolução contra os líderes injustos". A fala faz referência às revoltas populares que terminaram com a renúncia do presidente iemenita, Ali Abdullah Saleh.

O sucessor de Saleh e atual presidente de transição, Abdo Rabbo Mansour Hadi, anunciou nesta segunda após o atentado a destituição de três altos cargos dos serviços de segurança, entre eles o comandante da Segurança Nacional, Amar Mohammed Abdula Saleh, e o comandante da Polícia de Emergências, Mohammed al Qausi, ambos parentes do ex-presidente Saleh.

Por outro lado, o grupo "Ansar ao Sharia" (Seguidores da Lei Islâmica), vinculado à Al Qaeda, disse hoje em outro comunicado que 40 soldados iemenitas e oito membros do grupo morreram em confrontos perto de Zinyibar, capital da província de Abian.

Segundo a nota, os jihadistas recuperaram as posições que estavam nas mãos do Exército iemenita ao leste de Zinyibar em uma operação realizada ao amanhecer com a utilização de um tanque e diferentes tipos de armas militares.

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