Giorgio Napolitano é reeleito presidente da República italiana

(Corrige nome do movimento no terceiro parágrafo)

Roma, 20 abr (EFE).- Giorgio Napolitano, de 87 anos, foi reeleito presidente da República Italiana na sexta votação do Parlamento, depois que os partidos políticos o indicassem neste sábado para voltar a representar o país.

Napolitano, que se torna assim o primeiro presidente italiano a repetir este mandato de sete anos, obteve 738 votos, superando amplamente a maioria absoluta de 504 votos requeridos.

Por sua vez, o candidato do Movimento 5 Estrelas (M5S), o jurista Stefano Rodotà, conseguiu 217 votos, muito mais do que os 159 com os quais conta a formação de Beppe Grillo.

O líder do M5S, Grillo, tinha afirmado que com a reeleição de Napolitano está sendo produzido "um golpe de Estado" e anunciou que protestaria perante o Palácio de Montecitorio, sede da câmara dos Deputados, onde são realizadas as votações.

Napolitano, que em 2006 foi eleito na quarta votação, tinha reiterado em várias ocasiões que não estava disposto a continuar na chefia do Estado, sobretudo por sua idade.

Mas após as últimas votações, nas quais pessoas do calibre do ex-sindicalista Franco Marini e o duas vezes primeiro-ministro e ex-presidente da Comissão Europeia, Romano Prodi, não conseguiram ser escolhidas, as forças políticas se encontraram sem soluções e sem candidatos.

O Partido Democrata (PD) completamente dividido, como se viu nas votações no Parlamento, provocou o anúncio de renúncia por parte de seu líder, Pier Luigi Bersani, que apontou Napolitano.

Bersani, cuja renúncia será efetiva já hoje após a reeleição do presidente, foi a Quirinale, sede da Chefia de Estado para pedir ajuda a Napolitano.

Após Bersani, também passaram pelo Quirinale entre outros Silvio Berlusconi, líder do Povo da Liberdade; o presidente do Governo interino, Mario Monti, e membros de seu partido, Escolha Cívica.

Perante tanta insistência e a grave situação de paralisia do país, que não consegue formar Governo, Napolitano emitiu um comunicado no qual aceitava voltar a apresentar sua candidatura.

"Consciente das razões que se me apresentaram, e em respeito às personalidades que até agora se submeteram ao voto para as eleições do novo chefe de Estado, considero que tenho o dever de oferecer a disponibilidade que me foi pedida", escreveu Napolitano em uma nota.

O presidente terá que coletar todas as forças possíveis para após sua posse, voltar a realizar uma rodada de consultas para saber se há novas soluções para formar Governo.

Os meios de comunicação asseguram que Napolitano teria posto como condição para sua reeleição a disponibilidade dos partidos a apoiar um Governo de transição que aprove algumas reformas urgentes.

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