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Pesquisa mostra que peregrinos se mostram mais liberais que a Igreja Católica

27/07/2013 14h57

São Paulo, 27 jul (EFE).- Os peregrinos que participaram da Festa da Acolhida na última quinta-feira, em que o papa Francisco celebrou missa na praia de Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro, se mostraram mais liberais do que a Igreja Católica em diversos temas polêmicos, diz pesquisa divulgada neste sábado pelo Datafolha.

Os entrevistados adotaram posturas mais flexíveis diante de alguns temas em que a Igreja Católica se mostra mais conservadora, de acordo com a enquete, publicada no jornal "Folha de S. Paulo".

Entre os jovens consultados, 65% defendem o uso de preservativos nas relações sexuais e 55% acreditam que o papa deve assumir este posicionamento.

Sobre a pílula anticoncepcional, 53% aprovam seu uso e 44% acredita que o pontífice deveria adotar a mesma postura. Já no que diz respeito a "pílula do dia seguinte", o respaldo é menor, de 32%. Entre os entrevistados, 28% dizem que o líder da Igreja Católica também deve aprovar seu uso.

Em outros temas, como legalização entre pessoas do mesmo sexo, a aprovação é menor, 25%, e 21% esperam que o papa tenha esta posição favorável ao tema.

Em temas ligados especificamente a Igreja Católica, a porcentagem entre a posição pessoal e a que se espera do papa é mais próxima. Sobre mulheres presidindo missas 54% rejeitam a ideia, e 56% acham que o papa também não deve aceitá-la.

Sobre celibato entre os sacerdotes, 64% são favoráveis e 63% esperam que o papa deve defender esta posição.

O único tema que apresentou a mesma porcentagem é na contrariedade ao aborto em qualquer condição, que chegou aos 75%.

Segundo o Datafolha, 12% dos participantes da Jornada Mundial da Juventude são estrangeiros. Argentina e Chile, com 2% dos 865 mil inscritos, lideram a lista da participação estrangeira.

A pesquisa foi feita com 1.279 participantes do evento religioso e tem margem de erro de três pontos percentuais.