Aldeia curdo-síria é repovoada com jihadistas chineses após ação do EIIL

Beirute, 26 jun (EFE).- O grupo radical Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL) repovoou a aldeia síria de Tal Ajdar, que era de maioria curdo-síria, com dezenas de combatentes de nacionalidade chinesa após expulsar todos seus moradores.

Os radicais retiraram os poucos idosos que ficavam na aldeia, localizada na província setentrional síria de Al Raqqah, após expulsar a maioria de seus residentes em março, disse à Agência Efe pela internet um ativista da força opositora Rede que se identifica como Abu Bakr.

Os jihadistas invadiram as casas onde viviam os idosos e os forçaram a sair com o pretexto que eram "apóstatas".

Abu Bakr explicou que o motivo desta ação é que recentemente chegou à província de Al Raqqah um grande número de jihadistas estrangeiros, procedentes do Iraque e de outros países, em particular chineses, aos quais o EIIL ainda não pode mandar às frentes de batalha porque requerem treinamento.

À espera que entrem em combate, a organização alojou alguns em Tel Ajdar, detalhou o ativista.

Segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos, a razão desta decisão do EIIL é que poderia estar evacuando seus milicianos da cidade de Al Raqqah, capital da província homônima, após os recentes ataques aéreos do regime sírio de Bashar al Assad.

Nos últimos três dias, a aviação governamental lançou doze bombardeios, nos quais morreram pelo menos 24 civis.

A província de Al Raqqah é o principal bastião do EIIL na Síria.

Esta organização extremista pretende criar um emirado islâmico no território sírio e do vizinho Iraque, onde tomou o controle de várias regiões, entre elas a cidade de Mossul, a segunda maior do país.

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