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Milícias palestinas disparam mais de 130 foguetes contra Israel

De Jerusalém

13/07/2014 19h20

As milícias palestinas dispararam neste domingo mais de 130 foguetes contra alvos em todo o território israelense, sendo que 22 deles foram interceptados pelo sistema defensivo "Cúpula de Ferro" (Iron Dome), segundo informou nesta noite o exército de Israel.

Uma centena de projéteis disparados alcançou o território israelense, a imensa maioria em áreas desabitadas, mas parte deles acertou regiões povoadas. Um dos feridos pelos artefatos foi um jovem de 16 anos que sofreu graves ferimentos por não encontrar refúgio quando soaram os alarmes na cidade de Ascalão.

Neste domingo, grupos armados palestinos dispararam pela primeira vez um foguete de longo alcance contra a cidade israelense de Haifa, a 150 quilômetros de distância da faixa. O artefato fazia parte de uma série de três projéteis disparados durante a tarde. Os outros dois foram interceptados pelo sistema de defesa "Cúpula de Ferro" antes de chegar à região de Tel Aviv. Nos seis dias de confrontos armados, as milícias tinham alcançado a cidade de Hadera, a 100km da Faixa e a 70km do perímetro de Jerusalém.

Após um período de relativa calma em Israel, as milícias dispararam dezenas de foguetes no início da noite, ativando os alarmes antiaéreos em mais de 20 localidades no raio de 70 quilômetros ao redor de Gaza, incluído Jerusalém. Segundo o último balanço dos militares, nos últimos seis dias, os palestinos lançaram cerca de 940 foguetes. Nesse mesmo período, a Força Aérea Israelense atacou mais de mil alvos na região, totalizando 1.400 toneladas de explosivo.

A ofensiva israelense se concentra, nas últimas horas, no norte do enclave mediterrâneo, onde milhares de moradores tiveram que abandonar suas casas por um ultimato dado pelo exército horas antes. Nesse período de conflito mais de 1.120 palestinos foram feridos. Segundo o Ministério da Saúde de Gaza, 70% dos mortos e feridos são civis. O exército israelense nega essa porcentagem. 

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    Jerusalém

    Israel anexou a área árabe da Jordânia após 1967 e não aceita a dividir Jerusalém por considerar o local o centro político e religioso da população judia. Já os palestinos querem o leste de Jerusalém como capital do futuro Estado da Palestina. O leste de Jerusalém é considerado um dos lugares sagrados do Islã. A comunidade não reconhece a anexação feita por Israel.

  • Agência da ONU de Assistência aos Refugiados Palestinos

    Refugiados

    Há cerca de 5 milhões de refugiados palestinos, a maioria deles descendentes dos 760 mil palestinos que foram expulsos de suas terras na criação do Estado de Israel, em 1948. Os palestinos exigem que Israel reconheça seu "direito ao retorno", o que Israel rejeita por temer a destruição do Estado de Israel pela demografia. Já Israel quer que os palestinos reconheçam seu Estado.

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    Segurança

    Israel teme que um Estado palestino caia nas mãos do grupo extremista Hamas e seja usado para atacar os judeus. Por isso, insiste em manter medidas de segurança no vale do rio Jordão e pedem que o Estado palestino seja amplamente desmilitarizado. Já os palestinos querem que seu Estado tenha o máximo de atributos de um Estado comum.

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