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Exército israelense confirma identidade de soldado desaparecido em Gaza

O sargento Oron Shaul, 21, membro da unidade da Brigada de Golan do Exército israelense, está desaparecido em Gaza - Reuters
O sargento Oron Shaul, 21, membro da unidade da Brigada de Golan do Exército israelense, está desaparecido em Gaza Imagem: Reuters

Em Jerusalém

22/07/2014 11h33Atualizada em 22/07/2014 12h54

O Exército israelense revelou nesta terça-feira a identidade do soldado que desapareceu em combate na Faixa de Gaza, que identificou como o sargento Oron Shaul, de 21 anos, membro da unidade da Brigada de Golan.

O jovem, original de Poria e "cujo processo de identificação ainda não se completou", desapareceu na madrugada de sábado para domingo, em um incidente no qual um blindado foi alvo de um ataque com um foguete antitanque, anunciaram fontes militares.

A explosão causou a morte de sete soldados da Brigada de Golan.


Mapa Israel, Cisjordânia e Gaza - Arte/UOL - Arte/UOL
Mapa mostra localização de Israel, Cisjordânia e Gaza
Imagem: Arte/UOL

A identificação acontece dois dias depois que as Brigadas "Azedim al-Qassam", braço armado do Hamas, anunciasse a captura em combate de um soldado israelense ao que identificou como Shaul Arón, e de quem ofereceu, inclusive, o número de placa.

O fato aconteceu no bairro Shahaiya, ao nordeste da Cidade de Gaza, e o exército israelense investiga as circunstâncias pelas quais o blindado, um modelo velho e desprotegido para esse tipo de palcos, foi empregado em lugar de outros mais modernos.

A imprensa local informou que o blindado teve um problema e que dois dos soldados que viajavam em seu interior saíram com o aparente objetivo de tentar solucionar o problema, momento em que houve a explosão no tanque pelo impacto do foguete disparado contra um flanco sensível do veículo.

As suspeitas indicam que milicianos palestinos levaram um dos dois soldados que estavam fora do blindado ou seu corpo.

De acordo com um comunicado oficial do Exército israelense, "um veículo armado com sete soldados da Brigada Golani foi severamente danificado em combate".

A nota detalhou que os familiares dos sete militares envolvidos nesse incidente foram informados sobre as circunstâncias do ataque e que seis deles foram identificados.


O Canal 10 da TV israelense informou que a família do soldado desaparecido é do norte do país e que preparava seu funeral quando foi informada por responsáveis militares sobre o seu desaparecimento.

A captura levou às ruas de Gaza e Cisjordânia a vários palestinos que receberam com beneplácito e comemoraram a notícia.

Desde que começou a ofensiva por terra em Gaza na quinta-feira passada, 28 soldados israelenses morreram e mais de 100 ficaram feridos.

Do lado palestino, o conflito já provocou mais de 600 mortes.  O Exército israelense contabilizou 183 milicianos palestinos mortos por suas tropas.

Entenda a ofensiva de Israel em Gaza

  • Como o novo conflito começou?

    A tensão aumentou drasticamente após o sequestro de 3 jovens israelenses na Cisjordânia, em junho. Israel então fez missão de busca que prendeu 420 palestinos e matou 6 inocentes. Após 18 dias, os corpos dos jovens foram achados. Vários grupos jihadistas assumiram o crime. Mas Israel culpa o Hamas, que não se posicionou. Depois, um palestinos de 16 anos foi morto em Jerusalém por judeus radicais

  • Em qual contexto político o crime aconteceu?

    As relações entre os governos israelense e palestino já estavam tensas desde que, em abril, Hamas e Fatah anunciaram governo de unidade nas regiões autônomas palestinas. O presidente palestino, Mahmoud Abbas, disse que o novo governo reconhece os acordos de paz assinados, mas Israel acha que Abbas não pode fechar acordo com Israel e, ao mesmo tempo, com o Hamas, que quer a destruição de Israel

  • Por que a área do conflito é polêmica?

    Os jovens israelenses eram de assentamentos em território palestino da Cisjordânia considerados ilegais pela ONU por violar o artigo 49 da Quarta Convenção de Genebra, de 1949, que proíbe a transferência violenta de população civil para outro Estado. Israel discorda dessa interpretação e alegando que a área nunca teria sido parte de um Estado soberano e que o acordo não se aplica ali

  • Por que a ONU fala em "emergência humanitária"?

    A ofensiva de Israel está cada vez mais sangrenta. Em poucas semanas, mais de mil palestinos foram mortos nos ataques em Gaza, inclusive dezenas de idosos e crianças. Cerca de 53 mil soldados israelenses agem em uma pequena faixa de terra de 362 km2, ondem vivem meio à extrema pobreza 1,8 milhão de palestinos. A ONU diz que mais de 3/4 das vítimas são civis e já são mais de 80 mil desabrigados

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