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Internacional

Delegação israelense chega ao Cairo para negociar com palestinos

Da EFE, no Cairo (Egito)

05/08/2014 15h51

Uma delegação de Israel chegou ao Cairo nesta terça-feira (6) para participar das negociações com as autoridades egípcias que estão intermediando o diálogo com as facções palestinas em busca de uma trégua permanente na Faixa de Gaza, segundo a agência estadual de notícias "Mena".

A missão, formada por três funcionários israelenses, chegou a bordo de um avião privado que partiu de Tel Aviv para uma visita "rápida", segundo a "Mena".

Os membros da delegação se reunirão com responsáveis locais para debater as possíveis maneiras de alcançar um cessar-fogo, no meio de uma trégua humanitária de 72 horas que começou hoje em Gaza às 8h (local, 2h em Brasília).


Uma delegação palestina aguardava no Cairo a chegada dos negociadores israelenses. Os palestinos já entregaram um documento ao Egito no qual reúnem as principais reivindicações para alcançar um cessar-fogo permanente, entre as quais estão o fim do bloqueio de Gaza e a libertação de presos.

Os mediadores egípcios entregarão o texto à delegação israelense para que seja analisado.

Os palestinos se mostraram ontem otimistas com as conversas, apesar de reconhecerem a necessidade de "muito esforço" para chegar a um acordo de cessar-fogo porque "o caso palestino não é fácil e as negociações são duras", como disse Izzat al Rishq, membro do escritório político do movimento islamita Hamas.

Os últimos dados do Ministério da Saúde indicam que 1.867 palestinos, a maioria civis, morreram e 9.563 ficaram feridos desde o início da operação israelense, em 8 de julho.

Entenda a ofensiva de Israel em Gaza

  • Como o novo conflito começou?

    A tensão aumentou drasticamente após o sequestro de 3 jovens israelenses na Cisjordânia, em junho. Israel então fez missão de busca que prendeu 420 palestinos e matou 6 inocentes. Após 18 dias, os corpos dos jovens foram achados. Vários grupos jihadistas assumiram o crime. Mas Israel culpa o Hamas, que não se posicionou. Depois, um palestinos de 16 anos foi morto em Jerusalém por judeus radicais

  • Em qual contexto político o crime aconteceu?

    As relações entre os governos israelense e palestino já estavam tensas desde que, em abril, Hamas e Fatah anunciaram governo de unidade nas regiões autônomas palestinas. O presidente palestino, Mahmoud Abbas, disse que o novo governo reconhece os acordos de paz assinados, mas Israel acha que Abbas não pode fechar acordo com Israel e, ao mesmo tempo, com o Hamas, que quer a destruição de Israel

  • Por que a área do conflito é polêmica?

    Os jovens israelenses eram de assentamentos em território palestino da Cisjordânia considerados ilegais pela ONU por violar o artigo 49 da Quarta Convenção de Genebra, de 1949, que proíbe a transferência violenta de população civil para outro Estado. Israel discorda dessa interpretação e alegando que a área nunca teria sido parte de um Estado soberano e que o acordo não se aplica ali

  • Por que a ONU fala em "emergência humanitária"?

    A ofensiva de Israel está cada vez mais sangrenta. Em poucas semanas, mais de mil palestinos foram mortos nos ataques em Gaza, inclusive dezenas de idosos e crianças. Cerca de 53 mil soldados israelenses agem em uma pequena faixa de terra de 362 km2, ondem vivem meio à extrema pobreza 1,8 milhão de palestinos. A ONU diz que mais de 3/4 das vítimas são civis e já são mais de 80 mil desabrigados

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