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Grupo ultraesquerdista assume autoria de atentado suicida em Istambul

2015-01-07T09:09:00

07/01/2015 09h09

Ancara, 7 jan (EFE).- O ultraesquerdista Partido-Frente de Libertação Popular Grupo Marxista Revolucionário (DHKP-C) assumiu nesta quarta-feira a autoria do atentado com bomba cometido ontem em Istambul por uma suicida, que terminou com um policial morto e outro ferido.

A autora do atentado também morreu na ação. O ataque aconteceu quando a mulher explodiu uma das bombas que carregava presa ao corpo em uma delegacia da Polícia de Turismo, no histórico distrito de Sultanahmet.

Em comunicado publicado em sua página eletrônica e no Twitter, o DHKP-C disse que com suas "ações de sacrifícios" puniria os assassinos de Berkin Elvan, de 15 anos, a vítima mais jovem dos protestos ocorridos em 2013 no parque Gezi. O adolescente morreu em março do ano passado, após ficar nove meses em coma.

Além disso, a atentado foi considerado uma ação contra um Estado classificado como "ladrão" devido aos casos de corrupção de quatro ministros.

A nota revelou que o nome da suicida é Elif Sultan Kalsen. Há cinco dias, o DHKP-C assumiu a autoria de um ataque com granadas contra um posto de policiais nas imediações do Palácio de Dolmabahce, onde o primeiro-ministro, Ahmet Davutoglu, mantém um gabinete em Istambul.

Elif Sultan Kalsen, que entrou na delegacia da polícia turística dizendo em inglês que tinha perdido sua carteira, carregava três bombas presa ao corpo, mas apenas uma explodiu.

A mulher foi incluída há dois anos pela imprensa em uma lista de nove potenciais terroristas suicidas do DHKP-C.

Após a tentativa de atentado contra o Palácio de Dolmabahce, quando um homem portando uma arma automática foi preso, o DHKP-C ameaçou realizar mais ataques.

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